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O preço das câmeras digitais no Brasil

01/06/2009 às 14:23

A Folha de São Paulo, em uma notícia publicada hoje no caderno online de Informática, divulgou uma descoberta impressionante. Segundo a reportagem, o Brasil é um dos mercados mundiais onde as câmeras fotográficas custam mais caro. Nossa, incrível, eu nunca tinha percebido isso. Deixando de brincadeiras, o jornal só vem confirmar aquilo que todos nós sabemos. Câmeras fotográficas digitais no Brasil custam muito caro. Parte desse preço absurdo é reflexo das diversas companhias envolvidas na importação dos equipamentos. Uma câmera reflex, por exemplo, passam por várias empresas de importação até chegar por aqui custando R$ 5.000,00, sendo que o preço nos Estados Unidos não chega a US$ 700,00.

Outra parte interessante da reportagem diz respeito às estimativas da Abimfi (Associação Brasileira da Indústria de Material Fotográfico e de Imagem), que alega existirem 40 milhões de câmeras digitais nas mãos dos consumidores Brasileiros. Isso é muito pouco, se considerarmos o número total da população de nosso país. Outro ponto citado pela reportagem é que algumas empresas começaram a produzir câmera digitais em território nacional. Embora o preço esteja realmente caindo, ainda é um absurdo se comparado aos valores cobrados no mundo civilizado.

Claro que não poderia faltar aquela alfinetada no mercado informal. Estimativas mostram que o número de câmeras vendidas na informalidade pode ser quase igual ao de câmeras vendidas com nota fiscal (não tenho a mínima idéia de como essas estimativas são feitas). A diferença, que a reportagem não cita, é que as câmeras da informalidade geralmente são equipamentos mais caros que não se encontram nas lojas do Brasil por não terem sido lançadas de maneira oficial em nossas terras. Outra coisa é que, na informalidade, pagamos por uma compacta avançada o mesmo que pagaríamos em uma compacta básica nas lojas de eletrônicos com a nota fiscal.

Todo mundo aqui sabe que defendo o comércio legalizado de câmeras digitais. Nada melhor do que ter o apoio de um certificado de garantia para um equipamento que pode custar muito caro. Mas, enquanto os fabricantes não passarem a realizar um trabalho de responsabilidade com o consumidor brasileiro, as câmeras da informalidade vão ter o seu espaço.

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