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ReRoll, mais um lamentável fracasso do financiamento coletivo

Após prometer reproduzir toda a Terra em um jogo, os criadores do ReRoll anunciaram o cancelamento do projeto e a recompensa para quem investiu no seu financiamento coletivo parece uma piada de mau gosto.

21/06/2016 às 13:00

reroll

É bem provável que você não lembre de um jogo anunciado em 2014 chamado ReRoll, então vou tentar fazer um resumo. Idealizado por dois ex-funcionários da Ubisoft, o ambicioso projeto pretendia nos colocar em um interessante game de sobrevivência que se passaria numa recriação quase total do nosso planeta, algo sem precedentes e que evidentemente exigiria um esforço descomunal para ser feito.

Como algo assim precisaria de uma enorme quantidade de dinheiro, mesmo porque os fundadores da Pixyul pretendiam recriar a Terra usando fotos tiradas por drones, eles partiram para uma campanha de financiamento coletivo e apesar de ter conseguido o apoio de muitos jogadores, o estúdio anunciou que o jogo não será lançado.

Incapazes de conseguir o apoio de investidores maiores, fossem eles da indústria de games ou não, Julien Cuny e Louis-Pierre Pharand alegaram que o valor arrecadado era insuficiente para que o projeto seguisse adiante e como nenhuma editora teve interesse em publicar o ReRoll, a única opção seria cancelar o desenvolvimento. Mas espere, pois a situação é bem pior do que isso.

O problema é que ao contrário do que muitos poderiam esperar, eles não devolverão o dinheiro para aqueles que apostaram na ideia, pessoas que inclusive chegaram a gastar US$ 300 apenas para ter acesso a determinados itens dentro do jogo e a solução encontrada pela dupla para compensar os apoiadores chega a parecer uma ofensa: uma mera cópia do outro jogo criado por eles, o Bios, que nos Steam está saindo por R$ 27,99 e ainda se encontra como Early Access.

Bom, eu não gostaria de acusar o pessoal da Pixyul de terem agido de má fé, mesmo porque eles podem simplesmente não ter tido sorte em vender o produto para os investidores e sabemos que qualquer projeto está sujeito a contratempos, mas desde o início disse que achava improvável eles conseguirem atingir algo tão grandioso e de maneira algume eu colocaria meu dinheiro em algo com um potencial tão grande para dar errado.

O caso volta a evidenciar os riscos envolvidos em projetos que recorrem ao financiamento coletivo e numa semana em que acontece o lançamento do Mighty No. 9, game que apesar de não ter sido cancelado sofreu com vários adiamentos e que tem sido bastante criticado, esse assunto ainda deverá ser bastante discutido.

Fonte: Polygon.

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