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CEO da Take-Two volta a duvidar da realidade virtual

Strauss Zelnick volta a criticar a realidade virtual e diz inclusive que o mercado não está preparado para os HMDs.

02/06/2016 às 8:30

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Se por um lado boa parte da indústria e até dos próprios jogadores estão apostando alto na popularização da realidade virtual, um executivo de uma grande editora continua enxergando problemas na tecnologia, tendo chegado inclusive a dizer numa palestra que o mercado ainda não está preparado para ela.

É muito caro por enquanto,” afirmou Strauss Zelnick, CEO da Take-Two. “Não existe mercado para um dispositivo de entretenimento de US$ 2.000 que exige que você dedique uma sala para sua atividade. Não sei no que as pessoas podem estar pensando. Talvez algumas pessoas aqui tenham uma sala a ser dedicada a uma atividade de entretenimento, mas voltem para o mundo real? Não é isso o que temos na América.

Temos algo como US$ 300 para gastar num dispositivo de entretenimento e não temos uma sala dedicada. Temos uma sala para uma tela, um sofá e controles. Não temos algo onde você fique em pé num grande espaço aberto e segure dois controles com algo na sua cabeça — e não caia sobre a mesa de café. Nós não temos isso.

Talvez você não lembre disso, mas Zelnick tem sido um forte crítico da realidade virtual, primeiro tendo defendido que os HMDs oferecerão uma experiência antissocial, para depois afirmar que dificilmente as pessoas conseguirão passar longos períodos com um aparelho desses na cabeça.

Porém, neste mesmo evento realizado recentemente o executivo falou que ele não está totalmente cético quanto a tecnologia, tendo declarado que precisamos apenas ver como a novidade se comportará, o que me faz pensar que ele também desconfia se tais dispositivos terão realmente força para se tornar uma tendência ou se mais uma vez veremos essa tentativa de popularizar a realidade virtual fracassar miseravelmente.

Por enquanto eu diria que a realidade virtual não passará de um produto de nicho, mas depois de ter visto até os celulares se tornarem uma plataforma tão forte para os games, não ficarei surpreso se os HMDs finalmente se tornarem uma febre. Por isso continuo achando que o PlayStation VR terá um papel fundamental nesse processo de popularização, pois se ele não vender bem, aí sim acho que a coisa ficará muito complicada para essa tecnologia.

Fonte: IGN.

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