Meio Bit » Baú » Games » Relembrando: Ico

Relembrando: Ico

19/05/2009 às 11:24

Tudo bem, eu sei que o jogo da seção Relembrando de hoje não é tão antigo como os que costumam aparecer por aqui, mesmo assim, como lá se vão oito ano desde o seu lançamento e por se tratar de um título que apareceu no início da vida do Playstation 2, vou tentar chamar a atenção de algumas pessoas para essa verdadeira obra-prima, o aclamado Ico.

dori_ico_05.09

Para começar, julgo impossível não comprara Ico uma obra de arte, mas não uma obra qualquer, estou falando de algo no nível de grandes mestres como Vincent van Gogh, Da Vinci ou Michelangelo. Exatamente por isso, o jogo criado pelos também geniais Fumito Ueda e Kenji Kaido é algo que não será apreciado por todos. Por outro lado, é comum percepções distintas entre aqueles que o jogaram.

Aqueles que se aventurarem pelas terras do jogo encontrarão uma obra minimalista, com poucos diálogos, jogabilidade relativamente simples e a total ausência de marcadores na tela. Outro detalhe é que ao contrário da maioria dos jogos, Ico é um garoto normal (com exceção dos chifres), sem superpoderes e por mais incrível que pareça, nem fala a mesma língua de Yorda, a personagem que você precisa ajudar.

Por falar nisso, o game conta a história de um garoto que é preso em um castelo por ter nascido com os ditos chifres. Em sua vila isso é considerado uma espécie de mal agouro e ele precisa ser sacrificado. Ao chegar na fortaleza, Ico consegue escapar de sua cela e encontra uma menina a quem precisa ajudar. A partir desse ponto, pouco é explicado, você não sabe quem é a jovem pálida e muito da graça do game é justamente essa, cada pessoa acabará interpretando o enredo de maneiras específicas.

Falar da parte técnica é simplesmente desferir incontáveis elogios. Belíssimas trilhas sonoras, tocadas sempre nos momentos certos e que torna a experiência ainda mais gratificante. Na parte visual, basta dizer que cada tela parece um quadro em movimento, quase inteiramente pintado em tons pastéis. A já citada ausência de um HUD ajuda no processo de imersão e faz com que o jogo seja ainda mais fascinante.

Por fim, basta dizer que Ico é um jogo memorável, muito além de seu tempo e que influenciou (e influenciará) muitos jogos. Só lamento ele ter tido baixa vendagem e mesmo com a gigantesca base instalada do PS2, é um game que relativamente poucas pessoas conhecem.

relacionados


Comentários