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Lenovo admite que aquisição da Motorola “não atingiu as expectativas”

Queda nas vendas globais e outros fatores fizeram a Lenovo admitir que a aquisição da Motorola não rendeu o tanto que os chineses esperavam…

27/05/2016 às 11:03

moto

Quando o Google adquiriu a Motorola Mobility em 2011 muita gente se perguntou o que ela tinha em mente. Afinal, embora fosse uma empresa referência no mercado, a responsável pelo primeiro telefone celular e tudo mais sua imagem junto ao Android não era das melhores, o pós-venda dela era basicamente "se vira, tenho nada a ver com isso" e por causa disso ela ocupava o rodapé da pirâmide do sistema móvel, no quesito preferência do consumidor.

Só que Mountain trabalhou direitinho, apresentando aparelhos excelentes como o Moto X e o Moto G, este último em campeão de vendas no Brasil por dois anos seguidos graças a seu excelente hardware, boa performance e preço acessível. Só que all good things must comes to and end, e o Google acabou vendendo a divisão para a Lenovo em 2014. Nota, ela ficou com as patentes e a divisão ATAP, ou seja: os chineses ficaram com o que sobrou.

O medo justificado era que a Motorola perdesse o foco, mas a nova dona fez pior: ela não só fragmentou as principais linhas de smartphones como numa decisão inacreditável exterminou a marca, fortíssima no setor e passou a se referir à mesma como “Moto by Lenovo”. Além do foco diluído, a dispensa em utilizar um nome que ainda é referência foi um passo muito mal recebido por especialistas e pelo público.

Para completar a Lenovo anda meio perdida. Ela lança aparelhos muito próximos uns dos outros nas linhas Vibe e Moto G e fora algumas decisões de design estranhas, ela entrou numa situação onde está concorrendo com ela mesma. E a crise mundial não ajuda; no Brasil especificamente, considerando o fim da Lei do Bem e a alta do dólar os aparelho milagrosos da Motorola, de abaixo de R$ 1 mil mas com performance decente deixaram de existir.

Resultado: ao divulgar seus mais recentes números referentes ao ano fiscal de 2015, ela admitiu que a aquisição da Motorola “não atendeu às expectativas”. Não é como se ela estivesse indo de mal a pior, mas é fato que seus aparelhos estão vendendo menos em todo o mundo: na China as vendas caíram 85% e os resultados nos EUA foram classificados como “insatisfatórios”. Os números atuais não atingiram as projeções originais dos chineses embora em países emergentes, Brasil incluso, os resultados têm sido satisfatórios.

A Lenovo diz que tomará medidas para recuperar ambos os mercados mas sinceramente, não é como se isso não fosse esperado. A empresa preferiu seguir por outro caminho, canibalizando os produtos da marca e pondo o Moto G para concorrer com o Vibe, sem falar no fim da marca. Era de se esperar que a confiança do público caísse e este fosse procurar outros aparelhos. Pode até ser que consigam se restabelecer, mas dificilmente voltarão à forma que a Motorola detinha quando era parte do Google. Esse tempo passou.

Fonte: Lenovo.

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