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Atualização para o Oculus Rift abre as portas para a pirataria

Após impedir que jogos exclusivos rodem em outros HMDs, atualização para o Oculus Rift acaba facilitando o acesso a pirataria.

24/05/2016 às 10:00

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Nos últimos dias o Oculus Rift recebeu uma atualização que deixou muitas pessoas indignadas e o motivo foi que ao contrário do que o criador do aparelho havia prometido alguns meses atrás, essa atualização passou a impedir que os jogos vendidos como exclusivos para o dispositivo pudessem ser utilizados em outros HMDs.

Querer manter o seu sistema fechado e lucrando com a venda de jogos que só podem funcionar nele é algo compreensível, mas a verdade é que a mudança de postura não pegou muito bem e para piorar a situação da empresa, os responsáveis pelo desenvolvimento do Revive, aplicativo que permitia que os exclusivos do Rift funcionassem no HTC Vive, descobriram que o sistema de DRM implementado pela Oculus acabou facilitando a pirataria.

De acordo com a Livre VR, em menos de 24 horas eles conseguiram encontrar uma maneira de contornar o sistema de checagem da Oculus, fazendo com que ele não seja capaz de identificar se um jogo ou programa é pirata. No Reddit, o desenvolvedor afirma ser contra a pirataria e que por isso está trabalhando numa versão do Revive que funcione de maneira “legal”, mas resolveu fazer o alerta sobre a fragilidade do sistema.

Quanto a proibição do Revive, na época em que ele surgiu um representante da Oculus disse que a biblioteca se tratava de um hack e que por isso não deveríamos esperar que algo assim funcionasse indefinidamente, algo que agora sabemos se tratar de uma ameaça que acabou sendo cumprida.

Eu não sei se nos corredores da Oculus VR a impressão é essa, mas na minha opinião a empresa acaba de se meter num belo problema. Ao bater de frente com os consumidores e impedir que os jogos vendidos na sua loja sejam aproveitados em outros HMDs, a empresa correu o risco de criar uma imagem antipática e o resultado disso pode ser visto exatamente nessa afronta feita pela Libre VR.

O fato é que com exclusividade ou não, a chance de o Oculus Rift ser imune a pirataria é mínima e se eles não perceberem que podem lucrar com a venda de jogos mesmo que eles estejam sendo aproveitados no Vive, correm até o risco de ver muitos desenvolvedores perdendo o interesse em publicar suas criações por lá, fazendo com que a loja perca sua relevância, o que consequentemente prejudicaria a plataforma.

Particularmente, acho que as empresas que produzem esses dispositivos deveriam se preocupar apenas em entregar os melhores HMDs possíveis, deixando a venda de jogos para sistemas como o Steam, mas se a Oculus VR prefere dividir seus esforços em duas frentes, talvez seja bom eles se prepararem para não ganharem em nenhuma delas.

Fonte: Gamespot.

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