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Jornal: As notícias de sua morte foram um tanto exageradas?

04/05/2009 às 20:28

Os jornais não estão perdendo espaço para a mídia online por ser um veículo chato feio e bobo ou manchar os dedos. A culpa é da exigência de instantaneidade do leitor moderno. Em uma entrevista com um figurão da mídia impressa dos EUA, Stephen Colbert puxou seu iPhone e disse: "Eu posso saber a temperatura agora na cidade, o New York Times faz isso?"

Por mais que a notícia no jornal seja estudada, detalhada, trabalhada, ela é por natureza velha. O TWITTER vai anunciar o Fim do Mundo, o Estadão não. No dia seguinte quando abrimos o jornal vemos muita coisa irrelevante E velha, o conteúdo aprofundado não é suficiente para manter o leitor.

Então, como combater isso? Com sites? Ninguém paga para ler nada em sites, muito menos notícias. E ficar na frente do computador? Se for pra abrir laptop na rua, vamos ler o MeioBit, não a Folha.

A saída seria um meio eletrônico de ler notícias, com a facilidade do jornal mas com a instantaneidade dos sites. Algo que não coma bateria desesperadamente, de preferência.

Isso foi resolvido na mídia livro com o Amazon Kindle, aquele negócio feio mas com tela de E-Ink®, que não cansa no olho, não consome energia (exceto quando mudando de página), 800x600, 166dpi, 2GB de memória e 3G, puxando livros direto da biblioteca da Amazon,a um custo bem em conta.

Agora uma conferência de imprensa quarta-feira irá revelar um NOVO Kindle, com tela maior (provavelmente bem maior) e um dos participantes de apresentação, além de Jeb Bezos, Mr Amazon, é Arthur Sulzberger, publisher do New York Times.

Já existe uma versão do Times para o Kindle. Custa US$14,00 por mês, vem sem fotos coloridas (o kindle é preto-e-branco) só tem uma atualização por dia e mesmo assim um número razoável de pessoas assina.

Imaginem um dispositivo com tela bem maior, atualizações constantes e -quem sabe?- cor.

Se conseguirem unir a credibilidade e profundidade de conteúdo da mídia impressa, a agilidade da mídia online e um modelo de receita real, de assinaturas, pode ser a Segunda Grande Chance pros jornais, e acreditem, revistas seguirão a onda.

Levando-se em conta a quantidade de gibis que tenho em casa, poder ter tudo em um dispositivo só pagando o mesmo (ou até um pouco menos) do que o pago por uma versão em papel seria no mínimo excelente.

Sem contar que ninguém falou que a publicidade na versão eletrônica precisa ser estática. Pensem só, anúncios dinâmicos e com prazo de validade.

A Amazon conseguirá? Descubra quarta-feira, neste mesmo bat-blog.

Fonte: Engadget

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