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Má notícia para os terroristas: o Pentágono está ficando sem bombas

Achmed inicialmente ficaria feliz ao descobrir que o Pentágono está ficando sem bombas, mas são da modalidade inteligente, o que significa que é possível que Washington siga a estratégia de Moscou e comece a usar bombas convencionais, que causam bem mais estrago. Bem, ninguém disse que ser terrorista era moleza…

22/04/2016 às 8:00

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As incessantes aventuras dos EUA no Oriente Médio e arredores têm criado um problema sério: os inventários de armamentos estão ficando vazios. Ao contrário do que se pensa não há uma linha de montagem constante para tudo. Misseis Tomahawk por exemplo depois da Guerra do Golfo ficaram perigosamente escassos, pois sua produção tinha sido encerrada faz tempo.

Leva tempo, anos às vezes para recriar as linhas de montagem, produzir o ferramental, que às vezes é destruído para não cair em mãos erradas, e treinar os profissionais. Os EUA chegaram a zerar seu estoque de bombas Penetrator. Esse problema afeta todas as áreas. Durante a Guerra do Golfo os produtores de Stargate SG-1 tiveram que mudar as armas dos personagens, pois a munição 5,7×28 mm usada na P90, arma tanto do Stargate Command quanto das forças especiais americanas estava escassa, e o Tio Sam tinha prioridade.

As bombas inteligentes seguem o mesmo caminho. Inicialmente eram usadas bombas como a GBU-24 Paveway III, uma tonelada de pura diplomacia, guiada por laser.

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Foram construídas 13.114 unidades, a um custo unitário de US$ 55.600,00. Dólares de 1983, então a bichinha é bem cara. E, pra piorar, foram quase todas usadas.

Um belo dia alguém percebeu que tinham toneladas (literalmente) de bombas burras, e que se fizessem um kit que as tornasse inteligentes, sairia mais em conta do que uma bomba nova criada do zero. Nasceu a JDAM — Joint Direct Attack Munition.

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Esse kit, com GPS e navegação inercial consegue uma precisão incrível sendo lançada a 30 km de distância do alvo, e custo só US$ 25 mil. problema. “só” 25 mil não é “só” quando você faz mais de 9 mil ataques em 18 meses, como os EUA tem feito contra o ISIS.

Obama vai pedir ao Congresso uma verba extra de US$ 1,8 bilhão para comprar 45 mil bombas, a um custo unitário de US$ 40 mil. É inviável manter essa despesa e de qualquer jeito a produção vai demorar até conseguir entregar isso tudo.

Com os russos chutando o pau da barraca e o ISIS cometendo mais e mais atentados sangrentos a opinião pública está começando a mudar. Logo o Pentágono vai desistir de ataques generalizados com bombas inteligentes e reservá-la para alvos mais sensíveis. O dia-a-dia será feito por bombardeiros B52 fazendo o que fazem melhor: bombardeio de saturação, com bombas burras do tempo do Vietnã, que até hoje lotam os arsenais, como a M117.

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Quanto custa um brinquedo desses? US$ 1.000,00.

Sem a pressão da opinião pública não é difícil adivinhar se é mais jogo acertar o alvo com uma bomba de US$ 40 mil ou com 10 de US$ 1.000. Dano colateral? Faz parte.

E se alguém reclamar, o presidente Trump no máximo dirá Putin fez primeiro.

Daily Military Defense & Archive — US Biggest Bomber "Atomizes" an Island With 45 Bombs: B-52H Carpet Bombing With M117 Bombs

Fonte: Defense One.

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