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Boas Notícias: vegans não podem pilotar drones

A notícia é ótima para quem quer drones com mais segurança, e péssima pro pessoal vegan que não usa nada que tenha sido testado em animais. Basicamente uma universidade está usando porcos (calma, só pedaços, do açougue) para determinar os danos causados em colisões entre drones e pessoas… o 1º Ministro da Inglaterra aprova.

15/04/2016 às 22:11

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Vegetarianos passam por várias privações na vida, e nem falo só da privação do bacon. Uma das maiores, e que fez tocar todos os meus alertas de Schadenfreude, é que a NASA já avisou que candidatos vegetarianos a astronautas para futuras missões a Marte não precisam nem se candidatar.

A explicação é simples: a densidade energética de carne é muito maior que a de vegetais, que foram criados pelo Senhor Jesus como mero complemento. Não há espaço para incluir alimentos específicos para um astronauta em especial, e comer só vegetais ocuparia uma quantidade preciosa de espaço na nave.

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Agora surgiu outra limitação pro pessoal que leva a menina pra trás da moita e come a moita: vegans em especial não podem usar drones. Vegans são um tipo de alienígena que quando Barack Obama matou uma mosca, emitiram uma nota de repúdio, chamando o ato de execução. Eles não comem nada de origem animal, nem mesmo leite, e de vez em quando Darwin leva um bebê de pais vegans que se recusam a amamentar a criança.

Também não usam roupas de couro e não consomem produtos testados em animais, incluindo medicamentos. Não contem a eles que todos os medicamentos são testados em animais (ok, todos os que funcionam).

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Como drones não são de comer, e não costumam ter partes de origem animal (carros de luxo para mercado vegan, sem qualquer tipo de couro) é estranho imaginar onde encaixar o mimimi, digo, filosofia ética de vida deles, mas faz sentido, e tem a ver com nossa segurança.

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Essa imagem é do Laboratório de Pesquisa de Drones da Universidade Aalborg, na Dinamarca. Eles utilizam pedaços de porcos para simular o corpo humano, uma técnica bem comum e bem menos cara e controversa do que trabalhar com cadáveres. Até testes de explosões foram feitos assim, o que mesmo sem ser fã da PETA admito que foi sacanagem.

Eles criaram uma catapulta que catapulta um conjunto de hélice usado em quadcópteros de baixo custo a 54 32,4 km/h em direção a uma peça de lombo com capa de torresmo… hummm.

Se ainda tinha algum vegan por aqui isso resolve.

Não existe qualquer controle ou legislação de segurança para quadcópteros, e os casos de acidentes começam a se acumular. Já teve gente que perdeu olho, e se não morreu ninguém ainda, foi por pura sorte:


HumorNorge — A drone crashes and almost kills Marcel Hirscher

Os testes são essenciais para determinar o tipo de danos que um quadcóptero por causar, e quais as melhores formas de proteger as pessoas sem inviabilizar o equipamento. Aqui um dos testes, em tempo real:


Aalborg University — DroneImpact - T0005 - 25 fps (Pork, carbon propeller, 9 m/s)

Aqui o momento do contato, a 3.000 fps:


Aalborg University — DroneImpact - T0005 - 3200 fps to 25 fps (Pork, carbon propeller, 9 m/s),

Ou seja, todo mundo ganha: os fabricantes de drones, que evitarão processos ao tornar seus equipamentos mais seguros; a Universidade, que faz uma pesquisa útil à sociedade (estou olhando na sua cara, Banheirão); os donos de drones, que terão menos chance de matar gente sem querer; e os vegans, que — ops, não, os vegans não ganham nada, na verdade perdem.

Como falei, excelente.

Fonte: Giz Mag.

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