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Problemas no Ruby on Rails: não gostamos de mulheres

28/04/2009 às 19:46

No sentido de que elas não são bem-vindas a ponto de um dos evangelistas da tecnologia, Mike Gunderloy, resolveu abdicar de seu cargo.

Existem discussões em andamento na comunidade do Ruby on Rails (RoR), uma plataforma para desenvolvimento ágil na web, sobre a contribuição feminina e se elas se sentem à vontade na comunidade. A resposta não poderia ser mais século XIX: não.

É um fato conhecido a falta de envolvimento na área de exatas e computação, mas ele parece agravado nas comunidades de software livre. Numa conferência de Rails, o recorde foi de 10 mulheres entre mais de 200 homens. Mas parece que o buraco é mais embaixo e a lama foi jogada de vez no ventilador com esse post do A Fresh Cup, blog do próprio Mike, em que ele renuncia:

"But unfortunately for me, in parallel to the public discussion there
have been private ones. I can’t reveal details without breaking
confidences, but suffice it to say that a significant number of Rails
core contributors - with leadership (if that’s the right word) from DHH
- apparently feel that being unwelcoming and “edgy” is not just
acceptable, but laudable. The difference between their opinions and
mine is so severe that I cannot in good conscience remain a public
spokesman for Rails."

Tradução Livre:

"Mas infelizmente para mim, em parelo a discussão pública, algumas foram privadas. Não posso revelar detalhes sem quebrar confidências, mas é suficiente dizer que um número significante de colaboradores do núcleo do Rails - com liderança (se essa é a palavra correta) do David Heinemeier Hansson (DHH) - aparentemente acham que não ser hospitaleiro é aceitável como também comendável. A diferença entre as opiniões deles e a minha são tão severas que eu não posso em boa consciência continuar como um representante público do Rails."

Mulheres interessadas em contribuir com comunidades livres, um recado para vocês: existem várias outras que querem e precisam de mais colaboradoras. O pensamento misógino e imbecil de uns não deve contaminar o restante. Se eles não gostam de mulher trabalhando com computação, vinguem-se não deixando esse povo se reproduzir. A seleção natural e a evolução cuidam do resto.

Fontes: The ghetto of the mind, Rails *is* (still) a Ghetto, What works? Getting more women involved in open source

[atualização] A controvérsia começou com uma apresentação de Matt Aimonetti que usou imagens de gosto duvidoso e temática questionável, de nome "CouchDB - Perform like a pr0n star". A apresentação pode ser vista neste link - Cardoso

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