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Download pirata: Aqui se faz, aqui se paga

27/04/2009 às 3:10

Eu defendo que o sujeito que compra um DVD pirata não tem moral nenhuma de reclamar se ao invés de Tropa de Elite 4 vier uma sex tape do Morróida, e que baixar o filme do Wolverine para descobrir que era o 2Girls1Cup versão full, bem... faz parte.

Algumas vezes entretanto tenho que reconhecer que o karma foi exagerado. Como no caso de um sujeito que se identificou como "Alberto". Em uma viagem para o México, resolveu fazer uma graça para o sobrinho e baixar WALL-E.

Como diz o Batman, toda boa ação tem sempre uma punição, e a graça do Alberto gerou uma fatura de US$62 mil em roaming de dados internacional.

Isso mesmo. Nem que a MPAA, RIAA, KAOS e COBRA processassem juntos pediriam US$62 mil por um filme, mas mais maligno do que organizações de gravadoras e estúdios de cinema, só operadoras de telefonia celular.

O cidadão tentou negociar, e conseguiu um descontão: Após muito chorar, WALL-E custará para ele apenas (preço de mãe!) US$17.000,00.

O valor apresentado pela operadora é no mínimo ridículo. Tráfego de dados está sendo tarifado como se fosse SMS, o que já é outro custo igualmente ridículo e irreal.

Por 62 mil dólares dá para contratar um link de satélite, profissional e dedicado. na verdade vários. Um link de 2MBits custa US$20 mil por mês.

Quando uma conexão profissional custa por mês 1/3 do preço de UM download, há algo muito errado (ou certo) no modelo de custos do roaming internacional.

Os pacotes de dados locais também são improvavelmente caros, o maior obstáculo para uma sociedade globalmente conectada está ironicamente nas operadoras de telecomunicações.

Fonte: Ars Technica

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