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Como um funcionário da Sony ajudou um jogador com paralisia cerebral

Após saber que um jogador com paralisia cerebral não estava conseguindo aproveitar o The Division por causa do touchpad do DualShock 4, um funcionário da Sony resolveu agir e numa atitude louvável criou um controle personalizado para o rapaz.

04/04/2016 às 10:00

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Quem não possui certos tipos de deficiências não costuma se dar conta disso, mas a verdade é que existem muitas pessoas mundo afora que não podem ou que encontram uma enorme dificuldade para jogar videogame devido aos mais diversos problemas físicos.

Associações como a AbleGamers até realizam premiações para tentar incentivar os desenvolvedores a criar jogos mais acessíveis, mas quando isso não acontece, felizmente temos pessoas dentro das grandes empresas que estão dispostas a ajudar o próximo, como por exemplo Alex Nawabi.

Recentemente o funcionário da Sony recebeu um email de um jogador de Nova Jersey reclamando do touchpad do DualShock 4, que segundo ele estava atrapalhando suas partidas no Tom Clancy's The Division e ao invés de simplesmente ignorar a mensagem e continuar seu trabalho, Nawabi decidiu que o melhor a fazer seria tentar encontrar uma solução.

Acontece que Peter Byrne, o rapaz que entrou em contato com a fabricante, tem paralisia cerebral e por isso seus dedos escorregam constantemente das alavancas analógicas e ao tocarem o touchpad, acionam o mapa e consequentemente interrompe a jogatina.

Comovido com o problema, Nawabi dedicou 10 horas de trabalho e precisou de três controles para chegar a um que solucionasse o problema e como simplesmente desabilitar o touchpad estava fora de questão, afinal muitos comandos importantes são dados por ali, ele acabou adicionando um botão em um local que não atrapalharia o jogador e que ficaria responsável por substituir o recurso.

De acordo com a carta enviada pelo funcionário da Sony a Byrne, saber que o design do controle criado por eles estava o impedindo de jogar era algo terrível de se ouvir e por isso o sujeito não poderia ficar sem fazer alguma coisa, o que como o próprio jogador afirmou, foi muito mais do que poderia esperar.

O caso nos faz pensar que felizmente ainda existem pessoas dispostas a utilizar seus conhecimentos para ajudar quem precisa e que lá nos Estados Unidos pelo menos alguém lê os emails que enviamos para as empresas, já que por aqui, lá se vão mais de dois meses desde que mandei uma mensagem para o suporte da Sony e até hoje não obtive nem uma daquelas respostas padrão.

Fonte: News 12 New Jersey.

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