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Os jogos e filmes favoritos de Miyamoto em 2015

Shigeru Miyamoto diz quais jogos mais lhe agradaram em 2015, mas decepciona por escolher apenas criações da sua empresa.

07/03/2016 às 14:01

splatoon

Eu sempre gostei muito de saber quais obras mais agradaram as pessoas responsáveis por criar os jogos e filmes que gosto e quando se trata de alguém tão criativo quanto Shigeru Miyamoto, essa curiosidade ganha proporções bem maiores.

Recentemente o game designer conversou sobre o assunto com o pessoal do site GameInformer, mas ao revelar quais foram os seus favoritos do ano passado, confesso ter ficado um pouco decepcionado com as escolhas. Primeiro, vamos aos games:

Não tenho visto muitos jogos. Dois eu tenho sido muito feliz com eles. Um é o Splatoon. Tivemos uma equipe bem jovem trabalhando com esse jogo; eles introduziram um novo gênero de jogos de tiro, particularmente no mercado japonês.

E então o Super Mario Maker, que o Sr. [Takashi] Tezuka trabalhou, temos visto muitos pais jogando junto com seus filhos. Isso me fez muito feliz.

Tudo bem, são jogos que foram bastante elogiados tanto pela crítica quanto pelo o público, mas será que o Miyamoto não poderia ser um pouco menos corporativista? Será que durante um ano inteiro ele realmente só jogou games da Nintendo ou que nada feito por outras empresas o agradou?

Por falar nisso, Shigeru Miyamoto é sem dúvida um dos maiores game designers da história, possivelmente o maior, mas essa sua dificuldade em reconhecer a qualidade dos outros é algo irritante. Talvez a minha memória esteja me traindo, mas não lembro de um dia ter visto ele elogiando o trabalho feito em outras empresas.

Quanto aos filmes, o japonês também preferiu cair no lugar comum, dizendo que muitos bons filmes foram lançados em 2015, mas nomeando apenas o Star Wars: O Despertar da Força. Sim, eu também adorei o filme, mas a sensação é de que mais uma vez Shigsy tentou apenas ser político.

Pelo menos nesta reposta ele fez uma defesa um pouco mais interessante, dizendo por exemplo que gostou de ver o retorno de alguns atores que apareceram no Episódio IV e que respeita a maneira como os envolvidos na produção tentaram nos fazer ter a mesma sensação que tivemos ao ver os primeiros filmes, além de ao contrário do que tivemos na segunda trilogia, no Episódio VII não existe um foco nas CG e nos gráficos gerados por computador.

Enfim, o triste é saber que no ano que vem ele provavelmente citará o Star Fox Zero e o novo The Legend of Zelda, o que me faz pensar se Shigeru Miyamoto é egocêntrico demais para enxergar o mundo além das paredes da sua empresa ou se ele está apenas tentando defender o seu peixe.

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