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B&H é processada pelo governo americano por discriminação

B&H, a gigante do varejo de câmeras fotográficas e de vídeo, está sendo acusada pelo governo de discriminação nas contratações e no trato com os empregados.

29/02/2016 às 15:16

b&H processada

Se você é fotógrafo (amador ou profissional) e está acompanhando o preço dos equipamentos fotográficos nos Estados Unidos, então você conhece a B&H Photo Video Pro Audio. A loja é um dos gigantes varejistas dos Estados Unidos no segmento de câmeras fotográficas e de vídeo. A loja é tão internacional que você pode ligar (do Brasil) em um 0800 e ser atendido por pessoas que falam português.

Porém, nem tudo é maravilha no caminho da empresa. Ano passado, em outubro, cerca de 200 funcionários do galpão da B&H localizado no Brooklyn começaram um movimento para serem sindicalizados. O movimento era uma resposta a uma longa lista de problemas que eles estavam tendo com a empresa. Eles acusam a B&H de discriminação racial. roubo de salários e falta de condições de segurança no trabalho. As histórias vão desde turnos de trabalho de 13 horas até danos causados a saúde. Esse rolo todo levou os funcionários (em novembro) a votarem pela filiação ao sindicato United Steelworkers (USW).

Na época a empresa veio a público com um comunicado vago dizendo que preza pela saúde de seus funcionários, pela segurança e que paga os melhores salários da região e oferece todo o suporte e férias para todos os empregados. Porém, parece que as coisas não são bem assim.

Na quinta feira passada o governo dos Estados Unidos anunciou que está entrando com um processo contra a B&H por discriminação. O Departamento do Trabalho norte-americano entrou com uma ação legal acusando a B&H de não cumprir as exigências federais em seu armazém do Brooklyn. Durante dois anos de avaliações da instalação o Departamento do Trabalho tem acusações bem específicas.

A primeira é que a empresa tem sistematicamente discriminado funcionários latino-americanos e candidatos do sexo feminino, negros e asiáticos no seu armazém de Brooklyn. O local só contrata operários homens e hispânicos para os cargos mais básicos (não dando chance para mulheres, negros e asiáticos). Em segundo, esses trabalhadores hispânicos ganhavam bem menos do que os brancos e eram obrigados a utilizar banheiros separados que, quase sempre, estavam em condições deploráveis.

Mas, qual o motivo de o governo estar pegando no pé por conta das etnias e sexo dos empregados? A B&H é um fornecedor do governo federal com contratos no valor de US$ 46 milhões. Nos Estados Unidos, uma empresa que vende para o governo federal é obrigada a aceitar uma política de não discriminação no emprego e de colocar em prática políticas internas afirmativas para a igualdade de emprego.

O Departamento do Trabalho alegou que só entrou com a ação legal pelo fato de achar impossível um acordo amigável com a empresa. Na ação o governo pede que a empresa leve alivio imediado para os trabalhadores afetados e revise suas políticas de contratação sob a pena de perder os contratos com o governo e ser impedida de fazer outros no futuro.

Infelizmente algumas coisas só são corrigidas quando afetam o bolso.

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