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Cientistas pesquisam como nossos cérebros reagiriam sendo teleportados

Qual a sensação de ser teletransportado? Será que dói? Deixa enjoado? Por incrível que pareça cientistas estão estudando os efeitos de um teleporte no cérebro. Como? A resposta vai te surpreender, assim como eu fazendo um clickbait buzzfeed desses…

27/02/2016 às 20:11

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Nos primórdios das ferrovias vários cientistas sérios disseram que era uma péssima idéia. Os argumentos eram que a paisagem passando em alta velocidade pelas janelas iria deixar os passageiros nauseados, e que os trilhos teriam que ter tapumes dos lados.

Também falaram que se o trem fosse muito rápido (uns 40 km/h) o ar seria sugado para fora dos vagões e os passageiros morreriam sufocados. Essa preocupação ainda existe, e explica porque o metrô do Rio basicamente se arrasta.

No caso das viagens espaciais havia uma preocupação real em como as pessoas reagiriam em microgravidade. Alguns diziam que era incompatível com a vida, outros que o sujeito ficaria vomitando o tempo todo, outros que a sensação de queda-livre enlouqueceria o astronauta. Por isso tantos testes com animais.

Agora pesquisadores da UC Davis resolveram aproveitar três pacientes de um estudo sobre epilepsia, que tinham eletrodos implantados no cérebro para determinar os efeitos de um teleporte no cérebro, mas como os pacientes tinham assistido A Mosca, o jeito foi fazer o experimento usando realidade virtual.

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Eles mediram oscilações do hipocampo dos pacientes enquanto eles navegavam por um labirinto virtual. Em dado momento eles deveriam andar até um ponto e pisar em uma base, de onde seriam teleportados para outro lugar no labirinto. Durante o processo a imagem ficava preta e os sons eram calados, gerando uma sensação de privação sensorial.

O que descobriram: as oscilações normais do hipocampo, quando ele está processando sinais externos continuam durante o período de teleporte, apenas seu ritmo é alterado, e quando o sujeito reaparece no outro lado, a frequência das oscilações depende da distância percorrida.

É como se o GPS do cérebro estivesse se recalibrando, e não há relato de náuseas ou qualquer outro tipo de desorientação. Isso é excelente, de todos os problemas práticos e filosóficos envolvendo a quase com certeza impossível existência de um equipamento de teletransporte, não poder se transportar por você enjoar seria o mais patético.

Fonte: UC Davis

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