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E essa agora: Deadpool se envolve em briga de patentes

Briga entre empresas por conta da tecnologia de animação facial Mova, usada em Deadpool pode complicar a distribuição de filmes que a utilizam

26/02/2016 às 9:45

deadpool

Todo mundo adorou Deadpool, fato. O filme do mercenário tagarela está caminhando para se tornar o de maior sucesso do gênero super-heróis que a Fox já produziu, rendendo quase US$ 500 milhões em todo o mundo. Tecnicamente o filme é muito bom, com efeitos especiais decentes como um Colossus bundão (eu sei, pleonasmo) todo em CGI e um recurso das HQs que muita gente sempre quis ver na tela grande: um personagem mascarado cujas mudanças nas expressões faciais são visíveis.

O mérito desse efeito vem do software de reconhecimento facial Mova, que foi utilizado em outros filmes. Vingadores: A Era de Ultron é um dos mais óbvios mas ele também está presente em produções como O Curioso Caso de Benjamin Button, e até mesmo Gravidade fez uso do Mova.

Agora o Mova pode vir a se tornar mais conhecido por parte do grande público porque se envolveu numa bela pendenga. A empresa de tecnologia sediada na Califórnia Rearden e a chinesa Shenzhenshi Haitiecheng Science and Technology Company estão disputando a propriedade intelectual sobre o software, e no meio do rolo a primeira pediu na justiça a interrupção de qualquer tipo de mídia que o utilize. Embora seja um pouco complicado executar tal exigência, produções futuras que venham a utilizar o Mova podem passar por alguns percalços.

O software não é novo. Ele foi desenvolvido há quase dez anos pelo fundador da Rearden Steve Perlman, e consiste em um sistema de captura que coleta as feições do ator com o uso de uma série de câmeras, iluminação estroboscópica e uma maquiagem especial. É uma técnica de Motion Capture diferente da tradicionalmente utilizada, mas que entrega resultados muito bons. Confira esse demo de 2007:

O rolo começou quando a Rearden se fundiu com a finada OnLive, cuja tecnologia hoje pertence à Sony. Em 2012 Perlman pulou fora do barco e tentou adquirir a Mova do acionista prioritário da OnLive na época, e para isso destacou um empregado chamao Greg LaSalle para tocar as negociações. A partir daqui as história divergem.

Segundo Perlman LaSalle teria vendido as patentes do Mova sem tê-lo consultado à Digital Domain, que possui vínculos com a Shenzhen. Já a companhia chinesa alega que o funcionário realizou uma negociação legítima, com Perlman tendo o encorajado a "salvar a Mova por conta própria" depois de não conseguir fazer o negócio que tanto desejava. Conclusão: em fevereiro os chineses abriram um processo contra os representantes da Rearden, e agora Perlman contra-atacou, pedindo o bloqueio da distribuição dos filmes no pacote.

A disputa ainda vai longe, mas sinceramente duvido muito que um juiz em sã consciência irá se mexer para tirar Deadpool ou qualquer outro filme de cartaz por causa do Mova, é muito dinheiro envolvido e uma vez que os grandes estúdios forem envolvidos no rolo o pau vai cantar bonito.

Fonte: Ars Technica.

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