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FBI ensina a como não usar um jogo para educar

FBI cria web game para tentar explicar os risco do extremismo, mas falha ao entregar um jogo com péssima mecânica e mensagem confusa.

16/02/2016 às 10:00

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Eu nunca desistirei de defender os games como forma de arte e ótimas ferramentas de disseminação cultural, o que consequentemente me faz enxergá-los como boas formas de auxílio ao ensino, mas infelizmente ainda existem muitas pessoas e instituições por aí que acham que qualquer porcaria disfarçada de jogo eletrônico será suficiente passar uma mensagem aos jogadores.

Um ótima demonstração disso foi dada recentemente pelo FBI, que visando ensinar aos jovens os riscos do extremismo lançou uma campanha chamada “Não seja uma marionete”. No site bastante informativo é possível conhecermos um pouco sobre grupos extremistas, os motivos que levam alguém a se tornar um extremista violento e como buscar ajuda. Porém, um joguinho criado por eles tem chamado a atenção.

Intitulado Slippery Slope, o web game feito em Flash cuja descrição diz para “seguirmos a distorcida lógica da culpa que pode levar uma pessoa aos extremismo violento” nos coloca no controle de um bode chamado Poonikins (?!) que deve avançar enquanto desvia de blocos espalhados pelas fases e se você não conseguiu entender a ideia por trás disso tudo, pode ficar tranquilo, pois não foi o único.

Contando com uma jogabilidade horrível que nos fará morrer constantemente, a ideia aparentemente seria mostrar para as pessoas que ao nos deixarmos levar pelas ideias extremistas perdemos o controle sobre nossas vidas e sempre que morremos somos apresentados a algumas visões distorcidas propagadas por esses grupos, coisas como “ações violentas levarão a um futuro melhor” e “o inimigo é responsável por essa injustiça”.

Eu não sou game designer e estou longe de querer mostrar ao FBI como fazer o seu trabalho, mas me parece óbvio que a tentativa deles não foi muito bem executada e nem preciso pensar muito para lembrar de jogos comerciais que tiveram um êxito muito maior ao passar mensagens de tolerância, como por exemplo o Gone Home ou o Life is Strange.

O maior problema neste caso é que provavelmente a maioria das pessoas que experimentarem o Slippery Slope não entenderão nada do que foi proposto ali e pior do que isso, acredito que boa parte delas não perderá mais do que poucos minutos no jogo. Portanto, acho que seria muito melhor se eles tivessem se limitado a passar as informações apenas pelo site, pois ao mesmo tempo em que um jogo eletrônico pode ser uma ótima ferramenta de auxílio à educação, se mal executado ele pode levar justamente ao resultado inverso.

Fonte: Engadget.

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