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Devemos substituir HDs antigos ?

08/04/2009 às 16:55

Algo que me preocupa bastante é a integridade dos meus dados. Hoje tenho muita coisa que não pode ser perdida de forma alguma, por exemplo fotos de família e documentos arquivados há vários anos. Por este motivo, eu tenho sistemas de backup local (em HD externo) e online (uso o Mozy), que garantem que meus dados estejam razoavelmente protegidos. Um pensamento que me ocorreu seria se seria sensato eu substituir meus discos rígidos periodicamente.

Para avaliar a chance de quebra, uma métrica utilizada é o tempo médio entre falhas (mean time between failures, MBTF). Mas há duras críticas ao método (por exemplo nesta excelente discussão), já que é um número que é pouco palpável para o consumidor final. Talvez algo mais razoável seja usar a taxa de falha (failure rate) para este tipo de equipamento. Se na prática, a chance do HD falhar no primeiro ano seja de 1%, fica muito mais fácil entender o que isso significa. Outro fator é a intensidade do uso do HD, se ele fica ligado continuamente ou não.

Fui na Amazon.com e peguei como exemplo o HD interno mais vendido das duas grandes (WD e Seagate). No próprio site da WD, não foi informado o MTBF do Scorpion de 2.5 polegadas, somente a garantia de 3 anos. Já no site da Seagate, eles informam a taxa de falha anual nas especificações (pdf), (neste caso 0.34%) e o MBTF (750.000 horas, ou 85 anos).

Supondo que a taxa de falha anual de um HD moderno seja inferior a 1% para uso contínuo, e que esta taxa aumente conforme o disco vai envelhecendo, existe uma chance bem razoável de um disco falhar. O meu limiar pessoal para ficar preocupado com um HD seria se a chance naquele ano de falha fosse de 5% (1 em 20). Um paper do pessoal do Google examinou justamente o índice de falhas dos HDs deles (digamos que eles tenham alguns HDs para testar lá). No primeiro gráfico do estudo eles mostram a taxa de falha de acordo com a idade do HD.

Claro que este é um apanhado de todos os drives que foram avaliados no estudo, de várias marcas e modelos diferentes. Eles avaliam outras variáveis, como intensidade do uso, temperatura, e a importância de erros detectados pelo SMART, que mostra que a detecção de um erro pelo sistema SMART aumenta em muito a taxa de falha esperada, como deveria ser.

Pessoalmente, eu estou pensando não em simplesmente jogar fora meus HDs antigos após um certo tempo de uso, mas em rodar os HDs. Inicialmente sendo o drive primário no desktop, e depois de 3 anos sendo substituido por um HD novo, e o HD antigo sendo utilizado como backup somente.

O que vocês acham ? Como gerenciam seus HDs ?

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