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PayPal, o cavaleiro de armadura brilhante da Netflix

PayPal se alia ao Netflix para combater serviços de VPN que prometem driblar o bloqueio regional do serviço de streaming

10/02/2016 às 13:30

netflix

Ah, Netflix... muita gente costumava defender a empresa que posava de libertária e antenada com o mundo globalizado, mas bastou ela crescer que seu discurso mudou. Um ano atrás circularam rumores de que ela pretendia bloquear usuários que acessavam o acervo do serviço fora de seu país de origem utilizando proxys e VPNs, algo que foi desmentido posteriormente, o que tranquilizou seus usuários.

Passou o tempo, ela atingiu alcance global e com a expansão vieram as obrigações com legislações e contratos de distribuição, inviabilizando o tão sonhado catálogo único em todo o mundo. Por isso (e porque ela precisa fazer dinheiro) o bloqueio a VPNs entrou em ação sem choro nem vela, para desgosto de muita gente.

A Netflix prometeu que suas tecnologias de detecção de VPNs iriam "evoluir junto com os serviços de desbloqueio", numa afirmação clara de que não mediriam esforços para manter seus assinantes restritos apenas ao catálogo dos países em que se encontram no momento (não tem nada a ver com origem da conta a sim com IP; se você viajar para os EUA passará a acessar o acervo de lá e não poderá consumir o brasileiro), mas deram de cara com uma coisinha chata chama realidade. Cinco segundos de Google e você encontrará uma infinidade de serviços de proxy e VPN que prometem driblar o bloqueio e cumprem, para desespero da Netflix.

A empresa precisa respeitar os contratos que assinou, por isso não pode permitir que usuários de uma país X onde por exemplo House of Cards foi negociado com um canal de TV a cabo assistam a série pelo serviço de streaming, mas por outro lado fechar a porta na cara dos serviços de VPN está sendo mais complicado do que o prometido. Entretanto esses programas possuem um ponto fraco: dinheiro. A grande maioria deles é pago, e o serviço de assinatura é na maioria das vezes processado pelo PayPal. Logo não é preciso ser um gênio para adivinhar qual o plano da Netflix.

O PayPal costuma pegar pesado com serviços de hospedagem de arquivos e canais de BitTorrent, na maioria das vezes de acordo com exigências da MPAA e RIAA. O método é o mesmo, ele corta o dinheiro desses serviços e os deixa morrer de fome. Agora o serviço fechou uma parceria com a Netflix e passou a bater na cabeça de serviços que vendem ferramentas VPN e SmartDNS, com a alegação (correta, no ponto de vista jurídico) de que esses softwares incitam seus usuários a burlarem restrições de copyright.

Assim sendo, as contas desses serviços não mais poderão processar pagamentos e a decisão é final, sem direito a apelação. Se quiserem continuar operando e recebendo dinheiro os mantenedores serão obrigados a procurar outro serviço para processar suas operações financeiras.

Tudo depende agora de quão agressivo o PayPal será com os serviços de VPN e se a Netflix não irá procurar outras financeiras para aderirem ao esforço, mas uma coisa é certa: tais atitudes só fazem aumentar o público da Locadora.

Fonte: UberGizmo.

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