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Ex-Criterion fala sobre a próxima geração de consoles

Ex-diretor de tecnologia da Criterion Games especula sobre como os consoles da próxima geração poderão entregar uma física mais realista e mundos abertos mais vivos.

09/02/2016 às 13:00

playstation-xbox

Quem acompanha a indústria de games deve estar cansado de ouvir que a atual geração de consoles (seja ela qual for) será a última e enquanto alguns continuam profetizando o fim das plataformas dedicadas a jogos, o ex-diretor de tecnologia da Criterion Games e atualmente na Three Fields Entertainment, Paul Ross deu uma visão interessante sobre o que podemos esperar com a chegada do PlayStation 5 ou do sucessor do Xbox One.

As engines de física não mudaram desde que fiz a física para o [jogo para Dreamcast] TrickStyle. Elas são todas sobre corpos rígidos, objetos sólidos. É uma mudança de paradigma real porque se trata de simular objetos num nível molecular. Este tem sido um problemas realmente difícil de solucionar há algum tempo.

Então, com o que um jogo de PS5 se parecerá? Com o PS4 temos visto alguma fidelidade sendo colocada nos mundos, mas o PS5 será sobre mundos mais dinâmicos, mundos muito mais interativos que serão mais críveis na maneira como se comportam.

Como o estúdio de Ross hoje trabalha no Dangerous Golf, jogo que dependerá muito da física para entregar a experiência mais real possível e por se tratar de um profissional com tanta experiência, acho que nem preciso dizer o quanto sua opinião merece ser respeitada e por isso só posso imaginar como serão os games caso ele tenha razão.

Na minha opinião, uma da melhores contribuições que os consoles da sétima geração deram para a indústria foi justamente oferecer mundos abertos mais vivos, ambientes que podiam ser explorados por bastante tempo e que ofereciam experiências fantásticas. Os seus sucessores sem dúvida ainda levarão isso um passo adiante e se os aparelhos da nona geração tiverem uma capacidade de processamento tão grande que consigam oferecer mundos ainda mais realistas, só teremos a comemorar.

A única coisa que me incomoda ao especularmos sobre os possíveis sucessores do PlayStation 4 e do Xbox One, que vale dizer, ainda terão muito lenha para queimar, é que o tempo continua passando e pouco vejo os desenvolvedores falando sobre uma inteligência artificial mais apurada, com a maioria dos personagens controlados pelo computador ainda reagindo de maneiras estúpidas e sem o menor pingo de apreço por suas “vidas”. Será que já não passou da hora de nos dedicarmos mais a esse aspecto?

Fonte: GamingBolt.

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