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Openmoko, celular OpenSource? MOR-REU

04/04/2009 às 23:36

As boas intenções podem até servir de material de pavimentação das rodovias que levam aos Hades, mas não resistem a algo chamado realidade. Foi o que aconteceu com o Openmoko, projeto de celular que seria lindamente aberto, leve, solto e faria as pessoas livres da opressão que é ser obrigado a usar aparelhos da Apple, Nokia, LG, HTC, etc.

O Openmoko é o da esquerda

Infelizmente os dois modelos venderam um total de 13 mil unidades, a um preço caro, e para desenvolvedores. E se você acha que não conseguir copiar dados para pendrives no Satux Linux ou usar o Gimp é o maior desconforto a ser enfrentando em prol da tal liberdade, imagine um telefone com falhas de projeto, 2G, cuja bateria não dura mais de 1 dia e que se você a descarregar totalmente, tem que ser carregada no carregador de parede, pois o telefone não consegue gerenciar situações de carga em baixa energia.

Agora a empresa cancelou a parceria com a FIC, demitiu a maior parte dos funcionários, congelou todo e qualquer desenvolvimento do aparelho e está tentando sobreviver por outros meios.

Ser OpenSource não é garantia de sucesso, como o pessoal do Eudora descobriu. É preciso ter um produto viável, e quando o produto é realmente bom, o consumidor está se lixando para o "modelo filosófico" por trás do mesmo.

Colocar um aparelho ruim de nascença no mercado, e esperar que a "comunidade" conserte os problemas é um convite ao fracasso.

De resto, qual a lógica de ser "livre" se você continua atrelado a operadoras, protocolos, chips proprietários e tanta coisa fechada?

Fonte: Slashdot

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