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Contrabando de Celular via pombo-correio

02/04/2009 às 16:15

Se uma andorinha européia (as africanas não são migratórias) consegue carregar um coco, nada mais natural que um grupo de "hóspedes" da Penitenciária Danilo Pinheiro, em Sorocaba tenha pensado em utilizar pombos para contrabandear celulares. Vejam esta notícia do Correio Brasiliense:

"Os equipamentos eram colocados em bolsas improvisadas com preservativos
e amarrados às pernas das aves. Dois pombos foram capturados esta
semana pelos agentes penitenciários. Um deles tinha dois telefones
celulares sem a bateria. O outro levava uma bateria e um carregador na
bolsa atada à ave com o látex da camisinha.

Na última
quarta-feira (25/03), os agentes perceberam que um pombo pousado no fio
elétrico que passa sobre a ala destinada aos presos do regime
semiaberto trazia algo fixado nas pernas. Eles atraíram a ave com
alimentos e usaram uma rede de pesca para capturá-la. No dia seguinte,
foi apanhado o outro pombo. Numa revista feita no presídio, não foram
encontradas aves em poder dos presos."

A utilização de uma estratégia tão complexa quanto treinar pombos e desmontar celulares nos leva a deduzir alguns fatos:

1 - A carceragem não é corrupta ou está cobrando muito caro para contrabandear celulares para dentro do presídio.

2 - O velho método de malocar telefones escondidos nas partes pudentas de visitantes mulheres não funciona lá, o que demonstra que a perseguida agora também é visada.

3 - Os pombos de Sorocaba são muito bem alimentados, pois levantar DOIS celulares (mesmo sem bateria) não é para qualquer ave.

Para evitar futuras tentativas de contrabando sugiro que a Secretaria de Segurança contrate a Esquadrilha Abutre, eles têm experiência em caçar pombos. Mais detalhes com seu comandante, Dick Vigarista, só não liguem na sexta, ninguém fica no Gabinete nesse dia.

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