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Universidades dos EUA declaram guerra às "hoverboards"

Depois de empresas aéreas, Amazon e diversos lojistas, universidades dos EUA banem "hoverboards" de seus campus por risco de incêndio

12/01/2016 às 11:00

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Não esta.

2015 se foi, levando De Volta para o Futuro com ele para o passado. Muitas coisas previstas no filme se tornaram realidade (mesmo algumas piadas), outras não, entre elas o hoverboard, que infelizmente não contava com a astúcia da física.

Se não dá para ter pranchas flutuantes, o jeito é improvisar modernizando o skate, segway, patinete ou outro equivalente. Produtos como a Smart Balance Wheel viraram uma sensação nos EUA, os diversos modelos de hoverboards que não são hover disponíveis se tornaram os brinquedos mais quentes do Natal.

Bem, literalmente.

Com uma grande quantidade de empresas tentando correr para não perder o bonde dos feriados passados, muitos hoverboards foram colocados no mercado às pressas sem passar por uma etapa muito importante chamada controle de qualidade. Em dezembro começaram a pipocar relatos de que as pranchas motorizadas estavam pegando fogo facilmente, o que a princípio foi retrucado pelos floquinhos do Tumblr (e alguns círculos externos) como uma medida racista, pois o brinquedo era muito bem quisto entre jovens negros (o ladrão de energéticos que usou uma prancha do tipo teria dado motivo a tal especulação) quando na verdade era caso de segurança pública mesmo: os produtos chegando às lojas são feitos tão nas coxas que pegam fogo facilmente. O tamanho das baterias, sua capacidade e a blindagem precária dos hoverboards seriam insuficientes para manter o mínimo de segurança.

Resultado: de lá para cá o número de incêndios provocados pelo brinquedo só cresce. Na Austrália uma família tomou prejuízo de US$ 350 mil após a prancha pegar fogo enquanto carregava. Detalhe, ela só estava conecta à rede elétrica há 13 minutos.

Por isso as companhias aéreas de diversos países baniram totalmente o skate motorizado (no Brasil a TAM e a Avianca já não o transportam, fora as empresas de fora que operam aqui. Eis a lista). A Amazon parou de vender o brinquedo, bem como diversas outras lojas norte-americanas. A alfândega do Reino Unido está apreendendo todos os hoverboards que entram no país e já constatou em análises que mais de 90% apresentam problemas de segurança.

A bola da vez são as universidades. Diversas instituições de ensino dos EUA instauraram um ban permanente no brinquedo em seus campus sob a mesma alegação, as pranchas são perigosas. Algumas foram mais comedidas e só proibiram o uso das hoverboards nos dormitórios, mas boa parte não quer saber: que os alunos as deixem em casa e nem apareçam com elas.

E isso vai continuar. Enquanto não houver um mínimo de controle de qualidade mais estabelecimentos vão recusar a entrada das pranchas, ao mesmo tempo que será cada vez mais difícil vendê-las. E como se não bastasse quem esteve na CES 2016 presenciou um momento hilário, onde os U.S. Marshalls foram deslocados para apreender as pranchas de uma fabricante chinesa que copiou o produto de uma concorrente norte-americana na cara dura, e o vendia por US$ 1 mil mais barato. Imagine a qualidade...

Fonte: Digital Trends.

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