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CES 2016 — Netflix se torna presente em quase todo o mundo

Netflix anuncia novos shows e expansão para mais 130 países, com a China sendo — por enquanto — a ausência mais notável

07/01/2016 às 9:37

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A Netflix não está para brincadeira. Ela já havia prometido entregar uma grande quantidade de produções originais, mas isso não é nada comparado ao grande passo dado ontem: durante keynote na CES 2016 o CEO Reed Hastings anunciou com orgulho que o serviço de streaming agora está disponível em mais de 190 países, salvo algumas óbvias exceções e a China, que segundo o executivo está nos planos para breve.

Hastings revelou os planos ambiciosos de expansão durante um keynote um tanto controverso principalmente para quem não estava presente no local: sabe-se lá por qual motivo a Netflix, embora bata no peito que é uma empresa globalizada e entende a internet e tudo mais resolveu agir como os produtores de TV dos anos 1950, restringindo os previews das duas novas produções que estrearão no serviço em breve. Como o barulho nas redes sociais foi intenso eles perceberam a burrada e rapidamente liberaram os teasers de The Crown (sobre os primeiros anos do reinado de Elizabeth II) e The Get Down (que mostrará o surgimento do Hip-Hop). Mas infelizmente o estrago já estava feito, tal atitude mesquinha não deveria nem ter sido praticada em primeiro lugar.

The Crown - Promo legendado - Netflix [HD]

The Get Down - Promo legendado - Netflix [HD]

Mas o grande passo da Netflix veio a seguir. Hastings lembrou que o serviço de streaming está presente em mais de 50 países e que estimula a produção de conteúdo original na maioria deles, mas era preciso mais: a partir de agora ele se faz presente em grandes mercados como Coreia do Sul, Índia, Rússia, Polônia e Turquia mas também no Azerbaijão, Nigéria, Flipinas, Costa do Marfim, Benin, Antártica e outras localidades não tão comercialmente importantes, totalizando mais de 190 países. As únicas exceções são territórios um tanto óbvios como Melhor Coreia e Síria, e a nem tanto assim Crimeia, além da China.

O fato de a Netflix não estar disponível no Pais do Meio é compreensível, o serviço precisa de adequar às normas de conteúdo vigentes e submeter seu material às regras do censor, a fim de que nenhum “conteúdo subversivo” possa vir a ser veiculado, mas apesar dos contratempos Hastings diz que os chineses em breve terão acesso a todo conteúdo que Pequim julgar que os cidadãos tem direito a pagar para ver.

Isso significa mais conteúdo localizado a ser produzido e maior atenção para as produções locais, embora algumas diferenças de catálogo mesmo das realizações da Netflix possam não ser globais: House of Cards por exemplo não está disponível na Índia, pois os direitos de exclusividade foram adquiridos anteriormente pela Zee TV, uma emissora local. Dependendo das estratégias locais (e empecilhos adicionais como censura previa) algumas estreias de novas séries e filmes podem não ser tão globais quanto a Netflix deseja.

Ainda assim a Netflix agora pode encher o peito e dizer que é um serviço disponível em todo canto do mundo, até porque ninguém esperava que ele chegaria à Melhor Coreia mesmo...

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