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HTTP 451 — o código http contra censura e por que ele é uma bobagem

O chamado Erro 451 para páginas censuradas agora é código padrão no HTTP. Saiba o porquê de ele ser desnecessário, em nossa opinião.

24/12/2015 às 1:45

BOOK-BURNING

Censurar opiniões discordantes, lamento informar, não é uma prerrogativa exclusiva de grandes líderes austríacos. É algo da natureza humana, desce até a adolescente que responde um comentário com “CALABOK” ou “VAIDORME”.

Entender que a outra pessoa tem direito de se expressar mesmo que não gostemos do que ela fala é muito, muito complicado. Um monte de defensores da liberdade pediu alegremente que o Pânico fosse tirado do ar, por causa de uma entrevista infeliz onde um retardado ofendeu uma cosplayer.

Ray Bradbury escreveu um clássico da ficção científica todo em cima desse desejo humano de censurar idéias e livros, e suas consequências. Fahrenheit 451 é um dos livros mais importantes e mais ignorados dos últimos 100 anos.

Agora, em uma época em que a internet vem sendo ativamente monitorada e controlada, o Internet Engineering Task Force (IETF), um dos órgãos reguladores da internet se saiu com uma atualização no protocolo HTTP.

Agora quando uma página for solicitada e tiver sido removida mediante ordens judiciais ou outro tipo de pressão governamental, ao invés de Erro 404 ela dará Erro 451. Uma bela homenagem a Ray Bradbury e uma indicação de que há algo por detrás da página sumida.

Só tem um problema: é uma medida idiota, inócua.

Se você remove uma página de seu servidor mediante ordem judicial significa que você respeita o Sistema. Listar a página como ausente com um erro 451 é bonito, mas a menos que sejam completamente mongóis os advogados do lado promovendo a censura incluirão uma cláusula onde não só você deverá apagar/bloquear acessa ao site como não poderá exibir códigos de erro relativos à censura.

Pronto, the end, game over.

Fonte: Motherboard.

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