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Para Fils-Aime, usar o Mario não é sinônimo de sucesso no Mobile

Presidente da Nintendo of America diz que é errado pensarmos que qualquer jogo estrelado pelo Mario faria sucesso no mobile e que objetivo da empresa na plataforma é criar experiências que sejam marcantes.

14/12/2015 às 10:00

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Com a confirmação de que a Nintendo iria finalmente apostar no mercado mobile e o anúncio de que o primeiro jogo para essas plataformas teria os Miis como protagonistas, muitas pessoas criticaram o fato da empresa não ter aproveitado marcas mais fortes para essa estreia, como um Pokémon ou Mario Bros., mas na opinião de Reggie Fils-Aime, a coisa não é tão simples quanto pode parecer.

Em uma longa entrevista onde falou sobre essa investida da empresa nos tablets e smartphones, o presidente da Nintendo of America afirmou ainda que, assim como todos os jogos que eles desenvolvem, o Miitomo oferecerá uma experiência bastante diferente aos jogadores, já que aproveitará os recursos dessas plataformas, mas foi a explicação para a escolha que chamou minha atenção.

Infelizmente, existe uma mentalidade simplista por aí de que ‘fazer um jogo do Mario para esses dispositivos inteligentes é uma receita para imprimir dinheiro’ e não é. Simplesmente não é. Essa é a mentalidade dos desenvolvedores de Kyoto que diz que qualquer coisa que formos fazer, precisa ser uma experiência maravilhosa para os consumidores.

Nossa estratégia não é adaptar jogos desenvolvidos para nossos sistemas dedicados para os dispositivos inteligentes como eles são. Precisamos desenvolver novas experiências de software que deem às pessoas a oportunidade de interagir com as propriedades intelectuais da Nintendo e que atinjam o estilo de jogo e controles dos dispositivos inteligentes.

Na minha opinião isso faz muito sentido, pois um jogo do Mario com jogabilidade tradicional poderia não funcionar muito bem numa tela sensível ao toque e talvez mais frustrante do que não ter um jogo do personagem no mobile seria ter algo que apenas utilizasse sua imagem, mas que entregasse uma experiência muito diferente da esperada, como por exemplo uma adaptação do Dr. Mario.

No entanto, essa postura da Nintendo pode significar também uma simples tentativa de não queimar seus cartuchos numa plataforma em que ela tanto relutou em adotar, lançando por exemplo um Pokémon para ela e mostrando aos consumidores que eles não precisam de um portátil ou console da empresa para ter um dos ótimos jogos criados pelos japoneses.

Independentemente das motivações por trás das escolhas do títulos que a BigN lançará para tablets e smartphones, o importante é que eles sejam divertidos, mesmo porque assim aumentam as chances deles ganharem muito dinheiro.

Fonte: Time.

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