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Sorry McFly: empresas aéreas dos EUA estão banindo "hoverboards"

Continue no chão: com preocupações acerca da segurança companhias aéreas dos EUA banem o transporte dos “hoverboards”, ou patinetes modernos em seus aviões

14/12/2015 às 9:37

hoverboard

2015 chegou e passou, De Volta para o Futuro virou passado e tivemos muitas coisas legais que viraram realidade e outras não. A que todo mundo sentiu falta evidentemente foi o hoverboard, embora não seja ele nenhuma tecnologia de ponta essencial e revolucionária, é apenas um brinquedo maneiro que 11 em cada 10 garotos/jovens/marmanjos sonhavam um dia possuir. Entretanto a física, essa malvada é implacável.

O jeito é se virar com as versões motorizadas populares, que nada mais são do que patinetes modernos. Alguns, como o Smart Balance Wheel acima são bem interessantes, com controle de direção e tudo o mais. Só que nem todo mundo gosta deles: as companhias aéreas dos Estados Unidos por exemplo impuseram um ban definitivo no brinquedo.

As três principais empresas de transporte aéreo do país, a saber United (vou reclamar com o Lito), Delta e American Airlines estão espertas nas compras de fim de ano e sabem que o skate motorizado está entre os principais presentes do ano (logo ao lado do BB-8 e da Barbie falante). Por quê? Simples, brinquedos do tipo possuem um componente chamado bateria, mais especificamente de íon-lítio. Não é de hoje que as companhias encrencam com a bagagem dos passageiros por conta de produtos em que as baterias não são tão protegidas quanto deveriam, o que acaba criando um risco de incêndio que elas não estão dispostas a correrem. Para se ter uma ideia por um bom tempo não era possível importar alguns eletrônicos do Japão como por exemplo controles de videogames como PS3 e PS4, justamente por esse motivo (como são embutidas, não dá para enviá-los sem elas).

A avaliação dos hoverboards feita pelas companhias dos EUA constatou que suas baterias não são seguras o suficiente, e por causa disso decidiram por questões de segurança banir o brinquedo de seus aviões, seja como bagagem de mão ou no compartimento de carga. Além das citadas acima a Alaska, a Jet Blue e a Hawaian Airlines também já haviam descido o banhammer no brinquedo. Paralelamente a alfândega britânica já confiscou cerca de 90% de todas as pranchas importadas para o país pelos revendedores pelos mesmos problemas, não querem nada que pegue fogo facilmente chegue às mãos dos consumidores.

A explicação: o tamanho das baterias, a carga e a blindagem precária teriam sido os fatores por trás da decisão. E considerando as justificativas é possível que outras companhias n futuro sigam o movimento, não deixando nenhum aspirante a McFly embarcar em um avião. Esses que esperem o hoverboard de verdade.

Fonte: Digital Trends.

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Pílula adicional: apenas para não passar batido, a idiotice que todo mundo está apontando como “o crime do ano”, o cara que roubou um engradado de energéticos nos EUA apenas utilizou um Smart Balance Wheel. Mas diferente do estagiário da Folha, que não tem neurônios suficientes para checar uma matéria ainda mais vindo da Vice, o leitor do MeioBit é inteligente o bastante para perceber que alguma coisa está errada.

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