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Boas novas: Putin acha que não precisará de armas nucleares contra ISIS

Não que o mundo esteja especialmente em chamas: no cômputo geral está bem calmo, por isso mesmo foi fora de propósito a afirmação de Putin que “espera” não ter que usar armas nucleares contra o ISIS. A surpresa não é que ele tenha cogitado, russos cogitam tudo, a surpresa é ele quebrar o tabu e mencionar.

10/12/2015 às 22:23

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Mesmo nos bons e velhos tempos da Guerra Fria, quando a paz era mantida pela adequada sigla MAD — Destruição Mútua Assegurada, se evitava falar em armas nucleares. Era um tabu, igual beijar prima e aquela colega de trabalho que você pegou bêbado na festa da firma e teve que esfregar batata-frita na roupa pra disfarçar o cheiro de sabonete de motel antes de chegar em casa.

Agora que o mundo não vai mais acabar até sexta-feira se não chover, pode-se falar desse tipo de armamento, só não deve-se. Putin, claro, não liga pro que acham que ele deve ou não fazer, e em uma conversa com Sergey Shoigu, ministro da defesa, Putin fez. Ah, se fez.

Comentando sobre os sistemas de armas, principalmente os mísseis navais Kalibr e aéreos KH-101, ambos capazes de levar ogivas nucleares, ele falou:

“Naturalmente, [armas nucleares] não são necessárias para combater terroristas e, eu espero, nunca serão necessárias.”

Ele espera.

Não se engane, a Rússia está usando essa campanha contra o ISIS como uma imensa propaganda de seu poderio militar E de sua indústria armamentista, boa fonte de renda. Eles não são bons em eletrônica mas seus equipamentos pé-de-boi funcionam muito bem, vide as Soyuz e os MLRS.

Fora que russos sendo russos adoram um drama, quanto mais épico melhor. Veja como eles pintam um míssil nuclear KH-555:

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Camuflagem é coisa de frutinhas capitalistas, russos pintam seus mísseis KH-101 de vermelho, para o inimigo ver de longe a fonte de sua destruição!

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Dmitry Medvedev, primeiro-ministro russo declarou outro dia que a derrubada do Su-24 russo por caças da Turquia era motivo para guerra, mas decidiram deixar passar, dessa vez.

A regra é clara: países de verdade (você não, Melhor Coréia, tá liberada) não ameaçam os outros com guerras. Isso não se faz, mas os russos fazem.

Mesmo assim, com essa bravata toda, há um método. Outro dia o submarino russo Rostov-on-Don lançou mísseis contra o ISIS, estacionado no Mediterrâneo. Nas palavras do ministro da defesa:

Nós avisamos nossos colegas americanos e israelenses sobre esses ataques.”

Ou seja: bravatas sim, lançar mísseis de cruzeiro nas barbas de Israel sem avisar, não. A Rússia está de parabéns, são os malucos responsáveis. Isso é excelente para quem quer ver o mundo lamber sem pegar fogo, e péssimo para gente como o Obama, que tem que manter a compostura, e acaba parecendo mais lesmão do que já é.

Fonte:Russia Today.

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