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YouTube estaria licenciando filmes e shows para enfrentar a Netflix

YouTube estaria negociando com estúdios para incluir filmes e séries em seu serviço pago Red, a fim de disputar o espaço com a Netflix e outros rivais

03/12/2015 às 13:31

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O Google lançou o YouTube Red, seu serviço de streaming por assinatura no último mês e contrário a todas as críticas dos usuários, ele está se saindo muito bem. Para se ter uma ideia o app já está entre os dez mais da categoria paga no iOS, se bem que é perfil dos usuários da maçã pagarem mais pelos apps que usam em comparação aos donos de Android.

De olho nisso o pessoal de Mountain View quer fazer do Red uma solução de streaming completa, para concorrer com Netflix e outros players grandes do setor. Assim, segundo o WSJ o Google estaria negociando com estúdios de Hollywood, emissoras e outros conteúdo a aquisição de direitos de exibição de filmes, séries e documentários no serviço.

Até o momento o YouTube Red é uma instância premium do serviço gratuito, limitando as vantagens à eliminação de ads e execução em segundo plano, fora a opção de permitir salvar seus vídeos para vê-los em modo offline. Ainda assim o Google introduziu no lançamento um programa que colocaria conteúdos exclusivos criados por seus mais famosos YouTubers e canais grandes atrás do paywall, de modo que só quem paga vai assistir. É uma estratégia para driblar o uso massivo de bloqueadores de ads por parte dos usuários e fato, quando o Red chegar ao Brasil nossos canais daqui também criarão programas para o serviço, já que a adesão ao plano é compulsória.

Só que isso não basta para fazer do YouTube Red um concorrente de peso do Netflix, Roku, Amazon Video e etc. O formato atual de aluguel de mídia através do Google Play não é perfeito, é possível sem muito esforço quebrar a segurança e compartilhar os vídeos na Locadora com outras pessoas, e vira e mexe os estúdios pedem ao Google para remover suas obras do acervo.

O streaming, embora não seja perfeito (já tem torrentes de Jessica Jones em 4K disponíveis por aí) seria mais seguro e claro, mais rentável. O boato em si não é novo, mas de acordo com as fontes os estúdios estariam interessados no que o Google tem para oferecer (considerando a política de não pagar royalties seria uma parcela em cima dos lucros angariados com as assinaturas, tal como fará com os YouTubers).

Como o YouTube roda em tudo que é plataforma conhecida pelo homem, desde smartphones e tablets a Smart TVs, consoles de videogame (você não, PS Vita), dongles e set-top boxes, oferecer o serviço por assinatura aos usuários não será tão difícil. E se tiver conteúdo suficiente, por US$ 9,99 pode ser uma boa pedida para alguns, desde que o Google perceba o que o Netflix, Amazon e a Sony vêm fazendo: conteúdo exclusivo é importante e as estripulias de PewDiePie não serão suficientes.

Fonte: The Wall Street Journal (paywall).

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