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Não espere por muitos apps de ponta no iPad Pro

Desenvolvedores de ferramentas profissionais para desktop não estão animados para lançar seus produtos para iPad Pro, culpa das políticas da App Store

23/11/2015 às 9:35

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O iPad Pro é um senhor tablet, tão caro que se tornará uma ferramenta de poucos abastados. Desenvolvido sob a visão da Apple de que ele se torne o carrasco do PC (spoiler: nunca será), ele tem poder de fogo considerável para executar boa parte das tarefas que profissionais realizam em seus desktops.

Só que para isso ele precisaria de apps dedicados, poderosos e obviamente caros. Mas as políticas da App Store estão complicando a vida dos desenvolvedores nesse sentido.

A reclamação na verdade não é nova, desde sempre existem queixas sobre as políticas das plataformas mobile de empresas que gostariam de lançar versões de seus programas premium para tablets, mais precisamente o iPad. O grande problema é o preço: aplicativos profissionais custam caro, não dá para convencer um usuário a desembolsar cem dólares ou mais logo de cara. Por isso existem os períodos de testes, para que o profissional utilize o software por um tempo (com ou sem limitações) gratuitamente, e só então decida pela compra.

O problema é que com o iPad Pro no mercado posicionado como um rival do computador de mesa (curioso que Cupertino não lembra que também vende desktops e notebooks, apontando seus canhões exclusivamente para as plataformas IBM PC) e do Surface da Microsoft, que roda Windows 10 completo, o tabletão precisaria de programas mais poderosos e, para isso, seria interessante repetir o formato de negócios já utilizado no PC: oferecer uma amostra limitada para então cooptar o comprador.

Só que a Apple não quer saber. São dois os principais problemas: primeiro, o iOS não suporta o formato de trial, ou o app é gratuito ou é pago e os desenvolvedores não estão animados em vender suas ferramentas no iOS dessa forma, tendo que ou cobrar valor full e sofrer rejeição ou reduzir o preço e depreciar sua solução. Segundo, softwares do tipo sofrem upgrades periódicos que geralmente são pagos, e a Apple também não suporta esse modelo de negócios.

Isso não se aplica a gigantes como Microsoft e Adobe, suas soluções são campeãs de venda simplesmente pelo conjunto da obra, mas desenvolvedores menores estão sofrendo. A empresa responsável pelo app de design Sketch, que custa US$ 99, jogou a toalha porque não pretende nem fixar esse preço sem oferecer um trial e não tem a intenção de reduzir o valor, que não cobriria os custos do desenvolvimento.

Claro que tudo pode mudar caso a adoção do iPad Pro seja grande, mas por enquanto boa parte dos devs não está tão animada a oferecer suas ferramentas de ponta para uma plataforma dita tão poderosa quanto um desktop a preço de mobile.

Fonte: The Verge.

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