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Facebook quer inventar o Holodeck, não o teletransporte

Facebook quer que o Oculus Rift seja um “sistema de teletransporte simulado”, permitindo ao usuário estar (e sentir que está) em qualquer lugar que quiser

04/11/2015 às 9:32

holodeck

O Facebook tem grandes planos para o Oculus Rift, isso é fato. Embora seja uma grande rede social a empresa de Zuckerberg pretende se expandir para outros setores, e vê no sistema de realidade virtual uma grande promessa para o futuro.

Só que tem horas que o pessoal viaja na maionese. O CTO do Facebook Mike Schroepfer por exemplo enxerga nos óculos de RV a possibilidade de construir um “sistema de teletransporte”, permitindo ao usuário estar onde quiser — e se sentir lá.

Bom, para mim está mais para o Holodeck.

Schroepfer disse durante conferência de imprensa em Dublin que até 2025 a companhia espera construir um dispositivo “que permita ao usuário estar onde desejar e com qualquer um, independentemente das barreiras geográficas”. Até aí tudo bem, não é como se todo mundo visse dispositivos como o Oculus Rift e o Hololens da Microsoft (mais fé nesse último) como ferramentas de telepresença, facilitando a comunicação entre as pessoas.

Só que o executivo deseja que o gadget também seja capaz de enganar os sentidos do usuário, ao ponto de fazer com que ele de fato se sinta como se estivesse em outro lugar. É aí que a coisa complica.

oculus-rift

A ideia é fazer com que o Oculus Rift funcione como o Holodeck, criando a sensação de que a pessoa está em um outro lugar que não o real, experimentando sensações falsas que enganam o cérebro. Para isso o Facebook tem três frentes para trabalhar: primeiro, desenvolver meios de retornar feedback através da visão e tato. O gadget é hoje é imersivo até certo ponto, mas depois de um tempo a simulação da montanha russa não te fisga mais. Uma forma de incrementar o hack dos sentidos é um sensor de pressão que estão desenvolvendo, que devolveria respostas de tato. Assim seria possível apertar a mão de outra pessoa que não está a seu lado, mas mesmo assim sentir o toque.

A segunda meta é construir ambientes virtuais convincentes, e para isso o Facebook conta com a ajuda da Surreal Vision, subsidiária da Oculus adquirida pouco tempo atrás. Por fim, o terceiro desafio é permitir que os donos do Oculus Rift possam criar seus próprios ambientes 3D. Uma das ferramentas seria o Medium, uma ferramenta de construção de modelos 3D em tempo real. Ele será oferecido a partir de 2016 junto com o Oculus Touch, um par de controles com sensores de movimento mais voltado para jogos, tanto que foi apresentado durante a E3.

http://www.youtube.com/watch?v=IreEK-abHioIntroducing Oculus Medium

Tirando os exageros, o Facebook mostra que não pretende levar o Oculus Rift como um brinquedo e deseja que o acessório não só dê retorno, como seja utilizado como algo mais que um acessório interessante para mostrar às visitas. Eu tenho minhas dúvidas quanto a ele conseguir enganar os sentidos de modo a fazer com que sintamos estar em outro lugar, mas não duvido que cheguem perto de algo assim.

Fonte: Business Insider.

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