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Médicos usam Twitter para melhorar qualidade das ressonâncias

Qual a melhor forma de escutar seus pacientes e descobrir como se sentem antes durante e depois dos exames? Fuçar o Twitter deles, claro. Foi o que uma Universidade da Austrália fez, e descobriram o óbvio: pessoas normais não costumam gostar da sensação de passar um tempo interminável fazendo cosplay de lasanha de microondas.

31/10/2015 às 17:27

HOUSE: House (Hugh Laurie, L) makes an effort to reconnect with Wilson (Robert Sean Leonard, R) in the "Transplant" episode of HOUSE airing Monday, Oct. 10 (9:00-10:00 PM ET/PT) on FOX. ©2011 Fox Broadcasting Co. Cr: Adam Taylor/FOX

Geeks que amam tecnologia adoram tomógrafos e aparelhos de ressonância magnética. Nunca fiz nenhum desses exames, mas acho cool demais a idéia de um imã milhões de vezes mais poderoso que o campo magnético da Terra alinhe os elétrons dos átomos de hidrogênio do meu corpo, os libere e eles emitam pequenos gritinhos de protesto em forma de onda de rádio.

O meu exame favorito, entretanto, é a PET Scan, um tipo de tomografia onde você é injetado com um material que emite antimatéria, pósitrons, e a imagem é formada quando esses pósitrons atingem elétrons no seu corpo e ambos se desintegram em uma explosão de energia.

A maioria das pessoas não é tão entusiasmada, e os médicos estão usando o Twitter para descobrir o motivo. No caso ohnathan Hewis, da Universidade Charles Sturt, da Austrália. Ele analisou 450 tweets relacionados com MRIs (a sigla gringa pra ressonância magnética) e identificou os principais problemas.

Muita gente se sente claustrofóbica, e se ressente de falta de apoio da família, mas a maior reclamação era que não podiam escolher a música. Uma explicação detalhada do processo por parte do médico também ajuda a acalmar o paciente.

O mais estranho disso tudo é que foi preciso criar uma metodologia, ir pra internet, pesquisar tweets, quando poderiam ter descoberto tudo isso apenas conversando com os pacientes, mas acho que é meio evidente que se não pensaram nisso, já identificamos a causa do problema.

Fonte: Digital Trends.

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