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Agora podemos modificar jogos que tiveram servidores desligados

Electronic Frontier Foundation consegue convencer órgão americano e agora podemos modificar jogos para que eles voltem a funcionar após terem seus servidores desligados.

29/10/2015 às 14:30

Warhammer-Online

No final do ano passado a Electronic Frontier Foundation fez uma proposta que poderia se transformar numa enorme guerra. A organização enviou um pedido à Biblioteca do Congresso e ao Escritório de Direitos Autorais dos Estados Unidos para que pudéssemos modificar jogos cujos servidores foram desligados e que por isso deixaram de funcionar.

Alguns meses depois a Entertainment Software Association mostrou-se totalmente contrária à iniciativa, alegando que isso incentivava o ato de hackear um jogo e até mesmo a pirataria, ignorando assim completamente os colecionadores, museus e pesquisadores que apenas gostariam de manter viva a história dos jogos eletrônicos.

Bom, com ambos os lados tendo apresentado seus argumentos, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos resolveu tomar uma decisão e para a alegria daqueles que se preocupam com a enorme quantidade de jogos que estão sendo extintos por seus criadores não estarem dispostos a manter seus servidores rodando, uma parte do pedido da EFF foi aceito.

A nova isenção permite que os jogadores modifiquem suas cópias de um jogo para eliminar a necessidade de um servidor de autenticação depois do servidor original ter sido desligado,” explicou a fundação em seu site. “Museus, bibliotecas e arquivos poderão ir além e desbloquear consoles conforme necessário para ter os jogos funcionando novamente.

Contudo, essa permissão só valerá para títulos que não possam ser jogados de nenhuma maneira após o fim de seus servidores, o que exclui portanto os jogos que viram apenas suas porções online deixarem de funcionar. Não resta dúvidas de que o melhor seria que eles também fossem atendidos, mas não deixa de ser uma conquista pro parte da EFF e dos jogadores.

Sendo assim, é possível que no futuro tenhamos novamente a oportunidade de jogar por exemplo games como o SOCOM 4: U.S. Navy Seals ou o MAG, que desde 2013 tornaram-se apenas pesos de papel para quem investiu em seus discos, ou vejamos o renascimentos de alguns MMOs bem interessantes, como o Warhammer Online, o City of Heroes ou o Final Fantasy XI para PlayStation 2 e Xbox 360.

Caso isso aconteça, torço muito para que tais games façam sucesso, provando assim que os responsáveis por eles estavam equivocados ao matá-los.

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