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Ciência comprova: somos cheios de não-me-toques

Contato físico é legal, é tão bom que tem gente que paga por isso, mas tudo tem hora e lugar, e principalmente, com quem. Uma pesquisa envolvendo gente de 5 países descobriu que não só há um padrão entre que tipo de contato é aceito entre as pessoas, mas que o contato físico é usado para criar vínculos emocionais. Quanto mais próximo, mais você pode encostar.

29/10/2015 às 10:20

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Talvez o que eu mais admire da cultura americana é a obsessão deles com o espaço pessoal. Eu abomino, detesto gente que só sabe conversar alisando os outros.

Sujeito que você nunca viu na vida, é apresentado sai abraçando. Gente que se pendura no ombro, mulheres que na outra encarnação se chamavam Louis Vuitton e só sabem andar penduradas no seu braço.

Vice President Joe Biden leans in to say something to Maggie Coons, next to her father Sen. Chris Coons, D-Del., after Biden administered the Senate oath to Coons during a ceremonial re-enactment swearing-in ceremony, Tuesday, Jan. 6, 2015, in the Old Senate Chamber of Capitol Hill in Washington. (AP Photo/Jacquelyn Martin)

Contato físico é legal, claro, mas não todo tipo e nem com todo mundo, e para meu azar nós latinos adoramos um agarramento, mas será que isso é regra, exceção, há um padrão? Existem culturas mais “frias”? Nos EUA o espaço pessoal é mais respeitado, mas e entre amigos, parentes, parceiros sexuais?

Isso foi respondido por uma pesquisa da Universidade de Oxford, na Inglaterra e Aalto, na Finlândia. Eles entrevistaram mais de 1.300 homens e mulheres em cinco países, pediram para que as pessoas marcassem em silhuetas onde se sentem confortáveis em ser tocados, e onde consideram inadequado.

A pesquisa ofereceu vários cenários, e naturalmente a variação é imensa entre áreas onde é ok um parceiro sexual encostar e áreas onde um estranho está liberado.

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Como era de se esperar, a Zona do Agrião, lá onde tudo começa e tudo se resolve é proibida pra quase todo mundo, mas fora esse outros resultados interessantes surgiram. Mulheres por exemplo são muito mais “pegajosas”, mas o toque feminino é tido como agradável, independente do sexo de quem está sendo tocado.

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Países diferentes são mais ou menos adeptos a esses chamegos, os ingleses entre os estudados são os mais avessos a contato físico, mas em todos os casos há toda uma estrutura universal de criação de vínculo emocional que não só determina quem pode encostar o quê aonde como reforça a relação entre os participantes, depois que liberado.

Por exemplo: dar um tapão nas costas de um estranho não é muito saudável, já um amigo de longa data é perfeitamente aceitável chegar dando um pescotapa digno do Gibbs.

Aqui o mapinha:

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A pesquisa completa, de nome Topography of social touching depends on emotional bonds between humans, pode ser lida neste link aqui (cuidado, PDF).

Agora é fazer esse paper chegar até Joe Biden, vice-presidente dos EUA e um dos seres mais pegajosos e cheios de dedos da Terra, que como você pode ver nas fotos acima não está nem aí pra Hora do Brasil e é incapaz de ficar com as mãos no bolso, agarrando tudo e todos, sem nenhum critério.

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Fonte: Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America.

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