Meio Bit » Arquivos » Games » Dos impostos ao futebol, passando pelos games

Dos impostos ao futebol, passando pelos games

05/03/2009 às 18:43

Enquanto nós jogadores lutamos para manter nossos consoles abastecidos com os jogos nossos de cada dia, os homens de terno que recebem salários astronômicos pagos com o nosso rico dinheirinho parecem estar enfiados em algum castelo bolando uma maneira de nos manter longe daquilo que a muito deixou de ser um brinquedo e ganhou status de disseminador cultural (ao menos para alguns). A forma escolhida para nos fazer desistir de salvar a princesa ou metralhar terroristas virtuais é o empalamento abusivo preço dos impostos cobrados.

Veja bem, reclamar do valor dos impostos sobre videogame não chega a ser algo louvável, já que vivemos em um país muito pobre, onde poucos possuem acesso a saúde e educação e mesmo assim somos um dos povos a pagar mais impostos no planeta, atrás apenas dos países escandinavos. É estranho reclamarmos dos valores absurdos aplicados aos games em um país que cobra 40% de imposto sobre o açúcar, mas como o Meio Bit Games é voltado para os jogos eletrônicos, gostaria de tentar ilustrar o que acontece com a “nossa classe”.

Embora a única explicação para pagarmos 60% de imposto por um game pudesse ser a reserva de mercado, é interessante vermos como [ironia] isso esta ajudando nossas empresas a produzirem jogos cada vez melhores para os aparelhos de ponta, como PS3 e Xbox 360 [/ironia]. Por outro lado, os jogos de computador, esse sim com boas produtoras no nosso país, recebem diversas isenções e são vendidos no Brasil com um preço menor do que os praticados nos EUA, por exemplo.

dori_imp_04.03.09 Na terra-onde-tudo-pode, enquanto ex-presidentes caçados continuam galgando cargos cada vez mais importantes no governo, somos multados em 60% por comprar um jogo do exterior e acredite, o que aparece na fatura do cartão de crédito com o valor de R$ 123,00 só pode ser retirado na agência dos Correios após o pagamento da singela quantia de R$ 71,00, valor este que sem a menor sombra de dúvida será devidamente empregado na construção de escolas, hospitais e bibliotecas. Isso quando nossos competentes agentes da Receita Federal não concluem que um produto no valor de US$ 30,00 merece receber um imposto em cima de US$ 80,00, simplesmente porque eles consideram ser esse o valor correto.

Mas cá entre nós? A quem eu estou querendo enganar? 2010 está logo ali. Em breve a maioria de nós estaremos com os olhos colados em nossas TVs assistindo outras "pessoas trabalhadoras" defendendo o orgulho da nação e arrumando seus meiões em terras africanas enquanto o país não se preocupa em eleger outro presidente, outros governadores e deputados, mas no fim, mesmo sabendo que continuaremos sendo estuprados por nossos representantes no senado, o que importa é: Pra frente Brasil, salve a seleção!

[via A minha falta de paciência com o desrespeito pelos gamers e acima de tudo, pelo povo brasileiro]

relacionados


Comentários