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Raytheon apresenta o fofíssimo míssil Pike

As necessidades políticas da guerra moderna tornam necessário que armas causem cada vez menos dados colaterais. Essa tendência de armas pequenas e precisas culminou no Pike, um míssil miniatura fofinho, lindinho, saído de um desenho animado.

19/10/2015 às 9:00

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Nos bons e velhos tempos a expressão “Guerra é Guerra” significava alguma coisa. O importante era vencer, e isso significava mandar soldados desarmados atrás da 1ª leva, para recolher e usar as armas quando os primeiros fossem mortos, como Stalin fez.

Os aliados bombardearam Dresden a ponto de criar tornados de fogo; as levas de bombardeiros tinham uma pausa para os inimigos terem tempo de mandar bombeiros, que então seriam atingidos pela próxima leva. A SS treinava soldados para atirar especialmente em médicos inimigos. Em tempos ancestrais, corpos putrefatos eram lançados em mananciais para criar epidemias em cidades inimigas.

Hoje em dia não é mais politicamente correto bombardear uma cidade para destruir uma fábrica. Até um bairro já é demais. Para piorar, a opinião pública está mais implacável do que nunca. Se o Vietnã foi uma gerra perdida politicamente por causa da imprensa, imagine hoje, onde praticamente todo soldado anda com uma GoPro, e o que não faltam são Bradley Mannings e Snowdens e Assanges para botar a boca no trombone.

Por isso é essencial que armas sejam cada vez mais precisas, o que permite que sejam menores. Mesmo os mísseis portáteis às vezes são grandes demais. Uma Toyota com uma .50 e meia-dúzia de caras do talibã, ISIS, Al Qaeda, Hydra ou Cobra cercada de criancinhas, pandinhas ou cachorrinhos se for atingida por um Javelin terminará em uma explosão grande demais.

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A Raytheon está criando armas que atendem essa necessidade. A principal delas é o Pike, um exemplo de como a tecnologia evoluiu, comparando com o TOW, que mostramos uns dias atrás. Construído para ser muito pequeno, eficiente e usando tecnologia avançada. O brinquedo pesa menos de 800 gramas.

O funcionamento é simples: uma unidade de controle no formato de pistola dispara um laser no alvo, outro soldado usa um fuzil com um lançador de granadas adaptado. O Pike é disparado por uma carga, e somente uns 5 metros depois aciona o motor. Aí ele seguirá o laser e destruirá o alvo, a até 2 km de distância.

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Não é a coisa mais fofa?

Duas coisas eram especialmente ridículas nos desenhos animados dos Anos 80. Uma era o tamanho mínimo das armas, com mísseis minúsculos, e a outra era a ínfima quantidade de aviões e soldados.

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Agora muito em breve soldados levarão misseis como o Pike nas mochilas, e na parte das quantidades, o Caça-Bombardeiro F-4 Phantom II, carro-chefe dos EUA durante o Vietnã teve uma produção de 5.195 unidades. O F-22, caça de superioridade aérea e avião de última geração teve 195 unidades construídas.

Claro, no final das contas os desenhos dos Anos 80 eram melhores que a realidade, o Comandante Cobra ainda era menos ridículo que o Kim Jong Un…

Fonte: The Firearm Blog.

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