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Sinceras desculpas ao Sr Paul Aiken

02/03/2009 às 14:21

Algumas semanas atrás o Sr Paul Aiken, Diretor-Executivo de um Sindicato dos Escritores dos EUA foi mandado para o Inferno, neste post do MeioBit.

Tal reação extremada foi causada pela postura (a meu ver) corporativista do Sr Aiken, em querer proibir que dispositivos como o Amazon Kindle façam a conversão texto-para-voz, lendo eletronicamente textos armazenados, funcionalidade essa muito útil, principalmente para deficientes visuais.

O Sr Aiken achou um absurdo, disse que ler um livro em voz alta é violação de Copyright. Muitos escritores discordaram. Neil Gaiman deixou clara sua posição. Will Wheaton, que de odiado Wesley Crusher em Star Trek se tornou um geek respeitado e respeitável, se deu ao trabalho de gravar um texto de seu último livro, e disponibilizar, em uma espécie de desafio.

A impressão geral era de que Paul Aiken era um troll, uma minoria barulhenta, que nunca contribuiu realmente com nada, e tentou galgar relevância expondo pontos irrelevantes. Voltaria para debaixo da ponte onde moram os trolls, fadado ao esquecimento, certo?

A Amazon fez algumas declarações a respeito:

  • Eles possuem um lucrativo serviço de Audiobooks
  • O sintetizador de voz do Kindle é Legal
  • O sintetizador trará novos leitores para o mundo dos Audiobooks
  • Não há performance ou cópia do conteúdo, nem obra derivada

Excelente calaboca para o Sr Aiken. Exceto que no final a Amazon preferiu "não comprar briga".

Em detrimento de uma maioria de usuários que NÃO reclama do serviço de sintetização de voz, em detrimento dos autores, que NÃO protestaram quando da introdução do sintetizador, em detrimento dos leitores que utilizam o recurso E consomem audiobooks, a Amazon ofereceu uma alternativa para o Sr Paul Aiken: Publishers e autores poderão desativar o serviço de sintetização de voz, em livros específicos.

Quod Erat Demonstrandum, não importa que sua idéia seja absurda e não tenha apoio de ninguém, basta atingir quem não quer ficar "mal na fita" e você vencerá, mesmo sendo minoria. Duvida? Pergunte pra Paul Aiken ou para a gamer lésbica do Xbox.

Fonte: The New York Times

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