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Nariko e os vilões memoráveis

É inegável que vivemos a era dos vilões. Depois de termos visto um ator levar um Oscar por ter feito “um palhaço” e conseguir ofuscar um dos maiores heróis da história, podemos chegar a conclusão que não é muito difícil o ser humano torcer para os malvados vencerem

02/03/2009 às 11:30

É inegável que vivemos a era dos vilões. Depois de termos visto um ator levar um Oscar por ter feito “um palhaço” e conseguir ofuscar um dos maiores heróis da história, podemos chegar a conclusão que não é muito difícil o ser humano torcer para os malvados vencerem no final. Mas depois de jogar o Heavenly Sword, eu voltei a sentir raiva de um malfeitor. Um não, vários.

Além de contar com uma jogabilidade muito parecida com a da série God of War e possuir uma heroína belíssima e com muita personalidade, o que mais me prendeu no jogo foram os vilões. Fazia muito tempo que eu não sentia tanta raiva de algum inimigo num jogo, mas não digo raiva só por serem difíceis de derrotá-los (o que também acontece no jogo), mas pelo caráter da turma que tenta acabar com a sua raça.

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O quarteto principal é formado por três homens e uma “mulher”. Desses indivíduos, de longe o mais asqueroso é o General Flying Fox. Com um comportamento inclusive muito parecido com o do Coringa interpretado pelo Heath Ledger. Ao longo da aventura vamos criando uma antipatia tão grande por esse excomungado que ao conseguir vencê-lo parecia que eu havia tirado um peso enorme das minhas costas. O lunático passa todo o tempo debochando da protagonista e realizando ações dignas de deixar até o Darth Vader revoltado.

Achei fantástica também a ideia de todos eles pareceram pessoas perturbadas mentalmente, verdadeiros psicopatas que demonstram causar o mal apenas para fazer outras pessoas sofrerem as custas de seu divertimento. Ao contrário da maioria dos personagens dos games que atormentam a vida dos outros, mas que não chegam a nos incomodar, aqui é quase impossível não tomarmos as dores da ruiva e isso se deve claramente ao comportamento desses vilões. Só para citar um exemplo, do início ao fim do jogo você verá insinuações sexuais por parte do Rei Bohan em relação a Nariko e isso nos causa uma repulsa indescritível por aquele sujeito.

Veja também o caso da igualmente repugnante Whiptail que em certo momento revela à Nariko um segredo que a faz repensar tudo o que havia feito até ali e assim começar a matar seus inimigos apenas pelo prazer de ver o sangue escorrer. No fim, a insanidade é tão grande que depois de um tempo parece que até a personagem começa a exalar uma certa quantidade de maldade. Leve em consideração o excelente trabalho de dublagem e a insanidade do grupo é algo para nunca ser esquecido.

Concluindo, acho de extrema valia notar que os produtores estão buscando alternativas para que os jogos fiquem mais parecidos com os filmes e nesse quesito o Heavenly Sword é muito bem sucedido. Só sei que agora essa rapaziada sempre entrará na minha lista dos piores (ou seria melhores?) vilões dos games.

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