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Phil Spencer torce para que a RV não se torne o futuro dos games

Chefe da divisão Xbox diz esperar que a realidade virtual nãos e torne a principal maneira de consumirmos games e o motivo para pensar desta maneira seria o aspecto antissocial da tecnologia.

25/09/2015 às 14:31

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Pelo jeito a discussão sobre a chegada da realidade virtual ao mundo dos games ainda está bem longe de acabar, com um lado apostando que a tecnologia nos permitirá um nível de imersão nunca antes visto e o outro torcendo para que tudo não passe de uma modinha ou algo que ficará restrito a um pequeno grupo.

Um que não está muito empolgado com a novidade é Phil Spencer, chefe da divisão Xbox que ao ser questionado se a realidade virtual se tornará parte essencial dos jogos eletrônicos, deu a seguinte declaração:

Bem, esta é apenas minha opinião. Eu diria, obviamente temos relações com a Valve, temos um relacionamento com a Oculus sobre o trabalho com realidade virtual que eles estão fazendo, mas direi que espero que não. Isso não significa que eu pense que a RV não tenha grandes experiências para oferecer. Acho que terá, as encontraremos e as pessoas adorarão jogar.

Eu adoro jogar com meus filhos, adoro me reunir com as pessoas e assistir o que está acontecendo na tela e dar risadas, o tipo de diversão de que os videogames sempre se trataram. Isso não significa que não poderá acontecer o tipo de ambiente social conectado a RV, mas para mim será muito ruim se todos os jogos se transformarem em pessoas usando head mounted displays e fones de ouvido, meio que isoladas de tudo o que está acontecendo.

Acho que existirão certas experiências que serão perfeitas. Não sei se serão baseadas necessariamente no gênero, mas eu simplesmente adoro ver alguém jogando Mario e lhe dar ideias sobre como as coisas podem ser, rindo e como podemos sentar e comer batatas fritas, e coisas que as pessoas fazem. Acho que esta é a base de sobre o que os games são.

A opinião segue a linha do que foi defendido por Shigeru Miyamoto, mas eu seria capaz de apostar que a realidade jamais se tornará a principal maneira de consumirmos videogame e o que me leva a pensar desta maneira nem é o aspecto antissocial da tecnologia, mas o fato de um dispositivo deste parecer algo bastante desconfortável se utilizado em longas sessões.

Alguns poderão dizer que o comentário de Spencer é apenas uma tentativa de diminuir a realidade virtual, afinal seu console não receberá algo como o Project Morpheus — agora conhecido como PlayStation VR — mas como ele mesmo disse, a Microsoft tem uma parceria com a Valve e com a Oculus para dar suporte a seus HMDs no Windows 10, além de cada unidade do Oculus Rift vir com um controle do Xbox One.

Fonte: Gamespot.

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