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Repórter húngara é demitida após derrubar refugiados

Repórter de um canal de notícias da Hungria é flagrada em campo de refugiados derrubando pessoas que fugiam da polícia.

09/09/2015 às 12:40

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Se você não vive em uma caverna ou passou os últimos meses em coma, então já deve ter visto alguma coisa sobre o problema dos refugiados na Europa. Os governos ficam discutindo de quem seria a responsabilidade e como lidar com a infindável onda de pessoas que continuam chegando ao velho continente, mas o problema não vai se resolver apenas com palavras.

Enquanto isso, o contingente de pessoas esperando uma solução continua crescendo. E junto com a aglomeração, o sofrimento e os conflitos, nada é mais certo do que uma matilha de repórteres querendo capturar a imagem do dia, ou a sequência que vai ganhar um prêmio. Embora os amigos da imprensa executem um trabalho importantíssimo para a sociedade, não podemos negar que alguns deles agem como urubus em volta da carniça.

Um desses casos se tornou um assunto muito famoso na internet nos últimos dias. Petra Laszlo, repórter do canal de notícias N1TV da Hungria ganhou as redes sociais ao ser flagrada, em fotos e vídeos, literalmente passando o rodo em refugiados que estavam fugindo da polícia em um acampamento de internamento em Röszke, Hungria. As pessoas passavam correndo e a repórter, que estava filmando tudo com uma câmera, chutava e derrubava homens, mulheres e até crianças. As fotos e vídeos do ato foram capturadas por outros jornalistas que estavam no local e foram compartilhadas primeiramente via Twitter. A coisa se espalhou e ganhou grandes proporções nas redes sociais culminando com a página Petra Laszlo Shame Wall no Facebook que já conta com 17.000 curtidas.

As imagens gravadas pela repórter foram divulgadas pela TV com edição e mostrava o tumulto e pessoas sendo derrubadas pela confusão. Após o impacto das fotos de seus atos o canal N1TV divulgou nota dizendo que a repórter se comportou de maneira inaceitável e que a mesma seria demitida. O N1TV, mostrando como funciona a imparcialidade da imprensa, se alinha com o partido Jobbik que é expressamente contra receber os refugiados. Fica a dúvida se Petra Laszlo agiu desta forma apenas para dar mais dramaticidade às suas imagens ou se existe um fator político envolvido (ou os dois). Fora perder o emprego, a menina ainda pode enfrentar uma acusação de violência contra um membro da comunidade que, na Hungria, pode render até 5 anos de prisão.

Megrúgott egy kisgyereket és egy családapát az N1TV operatőrnője from indexvideo

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