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Peter Moore defende “invasão” feminina no mundo dos games

COO da Electronic Arts defende um maior número de mulheres na indústria de games e fala sobre como sua empresa tem tentando fazer isso.

07/09/2015 às 14:31

Mirrors-Edge

Assim como quase todo campo da sociedade, o mundo dos games sempre foi bastante impiedoso com as mulheres e embora ainda exista um bando de imbecis que tratam de maneira diferente as garotas que adoram videogames, felizmente aos poucos esse cenário começa a mostrar sinais de melhora.

Hoje temos um número maior de jogos que representam as personagens femininas de forma mais respeitosa, assim como uma abertura maior para que as mulheres trabalhem nas desenvolvedoras, mas para Peter Moore, COO da Electronic Arts, é preciso que essa mudança aconteça mais rapidamente e falou como sua empresa tem tentado fazer isso.

Todos nós precisamos dar um passo atrás as vezes e pensar sobre os ambientes que criamos para nossas pessoas, as oportunidades que criamos para as pessoas internamente e igualmente importante, como podemos trazer sangue novo para a companhia. Não pode ser apenas homens brancos. Como resultado, acho que contratar gerentes na EA ao longo dos últimos anos nos fez ter um foco mais nítido na diversidade. Eu sei que minhas equipes ao redor do mundo tiveram. Se houve algum benefício por causa do Gamergate, seja lá o que o Gamergate for, penso que foi nos fazer pensar duas vezes.

Além de abrir espaço para as mulheres, Moore citou ainda algumas iniciativas que eles tomaram recentemente, como incluir times femininos no FIFA 16 ou realizar o Girls Who Code, programa com sete semanas de duração em que 30 garotas em idade escolar desenvolveram aplicativos com a ajuda de funcionários da EA.

Contando com mulheres em altos cargos na produção de títulos de peso, como Sara Jansson no Mirror's Edge Catalyst ou Sigurlina Ingvarsdottir no Star Wars Battlefront, pelo terceiro ano seguido a Electronic Arts foi apontada pela Human Rights Campaign Foundation como um dos melhores lugares para se trabalhar devido a igualdade LGBT, algo que deveria ser padrão, mas no mundo em que vivemos, precisa ser elogiado e reconhecido.

Eu sinceramente não acredito que uma empresa conseguirá mudar essa situação, mesmo se tratando de uma gigante, mas acho muito bom ver que algumas pessoas estão tentando tornar a vida das jogadoras um pouco mais agradável e quem sabe assim as próximas gerações saibam pelos participar de partidas online com garotas sem assediá-las ou menosprezá-las simplesmente por ser do sexo oposto.

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Fonte: Fortune.

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