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Google revela seus planos para turbinar o streaming de vídeos

Google prepara codec VP10 para viabilizar streaming de vídeos em 4K para todos; novo método de compressão promete ser duas vezes mais poderoso que o VP9

01/09/2015 às 13:30

katy-perry

Assim como aconteceu com o 3D, o 4K não foi um recurso que convenceu todo mundo a trocar de televisor. Hoje já é possível encontrar aparelhos de 40 polegadas por um preço camarada, o que pode incentivar o consumo de mídia nesse formato nos próximos anos.

O problema é como consumir. Hoje basicamente todo o conteúdo em Ultra HD é entregue via streaming (via Netflix, YouTube ou outros serviços) e nem todo mundo possui uma internet decente o bastante ou dispõe de uma franquia mensal de dados ilimitada, seja mobile ou doméstica. O Google sabe disso, e está trabalhando para resolver o problema.

Mountain View vem há alguns anos quebrando a cabeça no desenvolvimento de codecs que comprimem os dados de vídeo de modo tanto para acelerar o carregamento, diminuindo os slowdowns quanto para aliviar o consumo de dados dos usuários. A tecnologia de código aberto VP é feita para isso, mas ela sofre concorrência do H.264, largamente mais utilizado; ainda assim, o VP9 utiliza metade da banda que seu rival precisa para entregar um vídeo ao espectador.

O codec VP10, que está sendo desenvolvido há algum tempo promete melhorar isso ainda mais. O gerente de produtos do Google James Bankoski revelou em entrevista que o novo formato não só será capaz de entregar vídeos melhores e mais nítidos, com melhores imagens, cores mais vivas e melhor HDR. A compressão será ainda mais aprimorada, precisando de apenas metade da banda que o VP9 utiliza. Ou 25% do H.264.

Claro que é importante lembrar que o formato H.264 está em vias de ser substituído pelo HEVC/H.265, que reduz o consumo de banda em 35% se comparado com seu antecessor, e grande parte dos que já utilizam o codec distribuído via licença GNU irão migrar para ele. Que o Google vai implementar o VP10 em seus próprios produtos não é novidade, mas ele terá mais trabalho para convencer outras empresas a abraçarem o formato em detrimento do H.265.

O ponto é que essa briga de codecs é boa para todos: para os detentores de conteúdo, que terão ferramentas melhores para utilizar e codecs poderosos o bastante para enfim viabilizar o 4K, e para os usuários, que não só agradecerão a economia de banda como poderão ver seus vídeos de gatos na internet em qualidade máxima e sem esperar muito.

Fonte: CNet.

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