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Bleszinski revela segredos sobre produção do Gears of War

Aproveitando o lançamento do Gears of War: Ultimate Edition, criador da franquia revela diversos detalhes interessantes sobre o desenvolvimento do primeiro jogo e como sua vida pessoal influenciou a produção.

27/08/2015 às 13:00

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Esta semana marcou o lançamento do Gears of War: Ultimate Edition, versão remasterizada do primeiro jogo da franquia e para comemorar a ocasião, Cliff Bleszinski utilizou o Twitter para revelar diversos detalhes que poucas pessoas conheciam sobre a produção.

De acordo com o game designer, convencer a Epic Games de que o jogo deveria ser feito foi uma tarefa complicada, já que seria uma nova franquia, com um novo sistema de câmera e para um videogame que estava chegando ao mercado. Na teoria tudo apontava que o game seria um fracasso, mas como sabemos hoje, aconteceu exatamente o contrário.

Sobre a inspiração para o jogo, CliffB revelou que tudo começou com o fim do seu primeiro casamento e uma viagem que havia feito à Londres, sendo que o sobrenome Fenix do protagonista se deve justamente a ele ter conseguido renascer após esse complicado momento de sua vida.

O criador também aproveitou outras experiências pessoais para encorpar o jogo, como os olhos do Marcus serem azuis porque os do pai de Bleszinski eram dessa cor e a criação da personagem Anya, que foi baseada em uma garota que o magoou e que inicialmente deveria ter seios bem maiores, mas ele pediu ao designer de personagens para que a mulher fosse menos cartunizada, algo que considera irônico ao pensar nos homens que aparecem no jogo.

Já em relação aos muitas simbolismos presentes no Gears of War, temos por exemplo as torturas feitas pelos Locusts, uma alusão a prisão de Guantánamo ou cena da Maria, a forma encontrada por Cliff Bleszinski para se pronunciar sobre o caso de Terri Schiavo, mulher que por 15 anos viveu em estado vegetativo persistente e acabou falecendo após seu marido conseguir o direito de interromper a alimentação artificial que a sustentava.

O game designer também admite que ter criado a Berserker como sendo do sexo feminino e que era mantida presa para reprodução mostra o momento sombrio por qual passava e na minha opinião, todas essas histórias nos mostram como existe muita mais coisa envolvida na criação de um jogo do que apenas o conhecimento técnico e/ou criativo.

Agora Cliff Bleszinski volta suas forças para seu novo projeto, o jogo LawBreakers que está desenvolvendo no estúdio que fundou após deixar a Epic, a Boss Key Productions e fica a torcida para que dessa vez sua vida esteja bem mais tranquila, apenas curtindo suas Lamborghinis e sua bela esposa.

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