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Vírus de Windows ataca. França se rende.

10/02/2009 às 17:08

Diversos bancos de dados das forças armadas francesas ficaram inacessíveis, aviões não puderam decolar, bases não podiam se comunicar e muitos usuários receberam ordens de nem ligar seus computadores.

Se a França fosse atacada durante esse período milhares de soldados morreriam inutilmente, enquanto a ordem de rendição fosse passada por meios mais lentos, como rádio e fax.

O ataque foi identificado dia 21 de Janeiro, quando um desavisado contaminou, com um pendrive portador do worm Conficker um computador que não contava com antivírus. Segundo o jornal Liberation, nos dias 12 e 13 de Janeiro os caças Rafaele da Marinha Francesa ficaram no chão, por impossibilidade de acessarem os planos de vôo.

No começo da ano 24 bases da Real Força Aérea britânica, 75% das unidades da Marinha Real incluindo o porta-aviões Ark Royal ficaram fora de combate por causa de uma variação do vírus.

Agora a parte boa: A Microsoft publicou no dia QUINZE DE OUTUBRO um patch para proteger seus sistemas operacionais. Symantek, Kaspersky e todo fabricante de antivírus decente tem atualizações que pegam o tal Conficker.

Alguém me explique como diabos a virtual totalidade dos computadores de duas das forças armadas mais tradicionais do planeta ficam TRÊS MESES SEM ATUALIZAÇÕES.

Estamos falando de segurança nacional. Não é a máquina que seu primo usa para acessar orkuti na lãrouse.

E antes que algum freetard comece a pipocar dizendo que isso só acontece por ser Windows, sugiro assinar a Bugtraq e descobrir quantas vulnerabilidades surgem todo dia para TODOS os sistemas operacionais. NENHUM pode ficar 3 meses sem atualizações de segurança. É irresponsabilidade mesmo que você cuide de folha de pagamento, não de um arsenal nuclear.

Fonte: The Telegraph

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