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Videoclipes online terão classificação indicativa no Reino Unido

No Reino Unido, gravadoras deverão submeter seus videoclipes antes de hospedá-los no YouTube e Vevo; medida visa mais uma vez proteger o pequeno Juan

18/08/2015 às 13:30

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Dakota Johnson em cena do videoclipe Earned It, música tirada daquele filme... Clique na imagem, NSFW, cuidado, de nada

Todo mundo sabe que The Internet is for Pr0n, violência em segundo lugar (necessariamente nessa ordem, muitas vezes vindo juntos), e o restante do conteúdo é meio que acessório. Claro que nem todo mundo curte esse tipo de material e há a preocupação legítima em evitar que o pequeno Juan acesse sites que não condizem com sua faixa etária. Mas quando o veículo é mundialmente conhecido acessível a todos, como proceder?

Simples (mas nem tanto), você classifica o conteúdo. O Reino Unido, que está numa sanha intensa de promover a moral e os bons costumes na internet (vide o filtro anti-pr0n que teve um causo hilário, o movimento de algumas escolas em controlar o que as crianças jogam e a decisão que tornou backups pessoais ilegais) mira agora em um novo alvo: as gravadoras, mais precisamente nos videoclipes de seus artistas.

Que alguns artistas apelam para valer em alguns de seus videoclipes não é novidade nenhuma, Miley Cyrus e cia. são fichinha perto de algumas “obras de arte” da galera do gangsta rap. Isso não se restringe a quase pr0n, desde sempre vemos vídeos em que a violência possui forte destaque. O problema é que os vídeos, hospedados em sites como YouTube e Vevo não possuem qualquer tipo de filtro, qualquer um pode assistir o que quiser quando quiser. Inclusive as pobres criancinhas, essas que precisam ser protegidas a todo custo.

Dessa forma o BBFC (British Board of Film Classification, ou Departamento Britânico de Classificação de Filmes) introduziu um projeto piloto, onde as gravadoras deverão submeter seus lançamentos com conteúdo mais duvidoso ao órgão antes de disponibilizá-los na rede. Assim os vídeos receberão a dita classificação indicativa, que deixando bem claro não proíbe o espectador de consumir tal conteúdo (embora no caso o YouTube seria possível implementar um filtro nos mecanismos de busca e bloquear o que não condiz com a faixa etária do usuário, mas divago), é apenas uma recomendação.

Até o momento Sony, Warner e Universal enviaram à BBFC uma quantidade pequena de vídeos, destes 84 já foram classificados: 27 receberam PG-12, 39 foram indicados para maiores de 15 e apenas um acabou como vídeo adulto. Seis receberam classificação livre e 11 acabaram com a recomendação de orientação dos pais.

As regras ainda não estão 100% definidas, mas a ideia é que a classificação indicativa entre em vigor até o fim do ano. O primeiro-ministro David Cameron é para variar o maior defensor da medida, ao dizer que “a internet não pode ser vista como terra de ninguém, onde as regras do mundo real não se aplicam”.

Fonte: The Guardian.

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