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Celulares, Banda Larga e o filme que você já viu

07/02/2009 às 20:21

Quem quiser ter uma boa idéia de como será o mercado de celulares nos próximos anos, basta olhar para o próprio umbigo. Ou, mais precisamente, o umbigo do próprio computador.
A História está se repetindo nos mínimos detalhes:

Computadores eram dispositivos que se resolviam “sozinhos”. Sua funcionalidade Básica não dependia de Internet. Com o surgimento da banda larga novas opções de serviço apareceram, mas esbarravam em quatro barreiras:

1 – Preço
2 - Velocidade
3 - Disponibilidade
4 - Utilidade

Lembrem-se, não havia YouTube, Napster havia acabado de ser inventado, em muitos lugares mesmo no Rio de Janeiro, só estava disponível banda larga via ISDN, cobrando pulso telefônico. (e mesmo assim, por um link de 64KB. Chegava a 128KB mas você pagava duas ligações)

Ter banda larga era divertido, mas ajudava principalmente nos jogos, não éramos mais kickados dos servidores gringos por ping nas alturas. O serviço em si não justificava uma conexão 24/7.

Hoje em dia é inconcebível um computador sem uma conexão Internet, ele é inútil. Agora mesmo dei um ALT, digo, Command+Tab para verificar a data de criação do Napster. Sem Internet isso ficaria pendente no texto.

Já um celular com Internet é um luxo, tem lá seus recursos mas ninguém morre se não tiver.

Mesmo os que tem dificilmente deixam a conexão ligada 24/7. Seja por custo, seja pela limitação dos planos ilimitados, seja por bateria.

Quanto tempo será assim ainda?

Não sei, mas provavelmente pouco tempo. As revoluções tecnológicas costumam ocorrer em intervalos cada vez menores. Do Modem 2400 para o 9600 levou uma eternidade. O 14.400 chegou, logo depois o 28.800 e antes que jogássemos a caixa fora, já surgiu o 56K. Hoje não passa dia sem surgir um novo recorde de velocidade de banda larga.

Meu celular já acusa 3,5G em alguns pontos de SP, e olhe que a 3G nem chegou direito.
Agora o principal: Como ganhar dinheiro com isso?

O truque aqui é assumir que estaremos todos conectados. Não dá para ficar esperando chegar o dia. Quem quiser faturar deve pensar em conexão móvel 24/7, espelhando-se no mercado dos desktops.

Teremos uma nova bolha por aí, e não vai demorar. Ganharão muito os que investirem em entretenimento e serviços, com uma abordagem casual. O que quem anda na rua mais tem tempo é de olhar no celular. Seja fila do banco, no metrô, no ônibus, na sala de espera do médico, sempre estamos consultando os bichinhos.

Imagine isso com uma conexão online 24/7. Pense quantos consumidores em potencial seriam atraídos pela aplicação certa, no momento certo.

Qual será essa aplicação?

Bem, no mundo dos desktops foram os Instant Messengers, Orkuts e YouTubes.
No mundo móbile? Só uma dica: O sujeito está no celular mas não necessariamente está sozinho. Ninguém pensou ainda em aplicações coletivas. Já imaginou, por exemplo, um gerenciador de Quiz para celulares, para uso em mesa de bar?

Ou um find-a-babe usando o Google Latitude?

Quem perdeu as primeiras bolhas, aproveite. Depois da Bolha Móbile, não sei mais o que virá.

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