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Podemos tirar onda: americanos com dificuldade de se adaptar a cartões com chip

Não é todo dia mas às vezes o Brasil dá certo. Estamos anos adiante de outros países em termos de automação bancária, e agora isso fica evidente, com os EUA passando um perrengue para implantar… cartões de crédito com chip. Isso mesmo, 28% dos pequenos comerciantes de lá não fazem nem idéia do que seja isso, algo que aqui qualquer camelô tem, qualquer camelô brinca.

31/07/2015 às 17:32

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Uma das poucas vantagens da hiperinflação é que foi um período implacavelmente darwinista para o setor financeiro do Brasil. Quando o dinheiro desvalorizava em questão de horas era inviável esperar dias por uma operação. Com isso desenvolvemos uma estrutura impressionante, que está anos à frente de tudo que existe nos países desenvolvidos.

A estrutura das grandes operadoras de cartão de crédito/débito é impressionante, tanto o operacional quanto a tecnologia antifraude, que utiliza inclusive matemáticos daqueles bem descabelados. Hoje você acha máquinas de cartão nos confins do país, se houver uma conexão telefônica celular, há uma maquininha, até camelô e damas que trocam favores por dinheiro aceitam pagamento eletrônico. (dizem, nunca paguei com cartão em camelô)

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O nome disso é inclusão econômica.

A implantação de cartões com chip também foi muito rápida, as operadoras trocaram as máquinas em muito pouco tempo. Nos EUA não é tão simples. Lá os pequenos comerciantes estão bem menos conectados, e a regra de implantação de cartões chipados determina que em 1º de outubro todos os comerciantes que não utilizarem esses cartões arcarão com a responsabilidade em caso de roubo ou fraude.

Problema: 28,37% dos comerciantes lá nem sabe do que se trata a mudança; 2,9% acham muito caro; 16,39% nunca viram um cartão com chip e 12,11% não gostaram da mudança da responsabilidade pra quem não se atualiza.

Há companhias dando as máquinas, pra tentar fazer com que os comerciantes se atualizem, mas as perspectivas não são boas.

O Camelô do Futuro deve estar dando risada.

Fonte: Washington Post.

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