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O fantasma da crise

01/02/2009 às 16:08

A tão falada crise está afetando todos os setores produtivos. Pouca gente entende como ela começou, mas todos estão sentindo no seu dia a dia os efeitos dessa onda negativa na economia mundial. Nessa semana tivemos uma pequena demonstração de como a coisa está indo no setor fotográfico. Em primeiro lugar a Jessops, uma das maiores lojas de eletroeletrônicos e câmeras fotográficas do Reino Unido, divulgou que teve um prejuízo de £19.1 milhões para o ano de 2008. No mesmo dia, a Canon admitiu que pela primeira vez irá ter uma retração nas vendas de suas câmeras. Segundo a gigante isso se deve a valorização do Yen no mercado internacional, o que torna os produtos japoneses menos competitivos. A estimativa é que a empresa venda 7% a menos que no ano passado, o que representa algo em torno de 23,9 milhões de unidades.

Porém, as pancadas mais fortes dessa semana vieram de duas outras indústrias que possuem grande influência no mundo da fotografia. A KodaK admitiu uma perda de U$ 133 milhões no ultimo trimestre de 2008, o que representa uma queda de venda da ordem de 24 % em relação ao mesmo período de 2007. A estratégia da empresa para enfrentar a crise é a demissão de 4500 empregados. Outra empresa que está sofrendo com a crise é a Panasonic que está fechando duas de suas fábricas, uma na Malásia e outra nas Filipinas, e colocando na rua 560 trabalhadores. A Panasonic projeta que vai ter uma perda estimada em U$ 1,1 bilhões nos anos 2008/09. Essa é a primeira perda que a empresa tem nos últimos 6 anos.

Bem, no fundo, essa é uma crise de consumo. As pessoas não estão mais consumindo e as empresas registram grandes perdas porque os produtos ficam parados nas prateleiras. Para se ajustarem a nova realidade econômica elas mandam funcionários embora, o que vai agravar ainda mais a questão do consumo. É uma grande bola de neve que só vai crescendo. Porém, todos que estão pesquisando para a compra de um novo equipamento fotográfico sabem que os preços não estão caindo. Provavelmente as empresas esperam uma salvação milagrosa dos governos ao redor do mundo, mas sem fazer uma forcinha isso não vai dar certo.

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