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Em quatro meses Austrália proibiu mais de 200 jogos

Visando adotar um novo sistema de classificação etária, governo australiano proibi mais de 200 jogos no país, número mais de quatro vezes superior ao que foi registrado entre 1994 e 2012.

01/07/2015 às 13:00

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Boa parte das pessoas tem a tendência de achar que a grama do vizinho é sempre mais verde e por mais que não defenda que em se tratando de games a coisa seja muito boa no Brasil, lá pelos lados da Austrália a situação parece muito pior.

Veja por exemplo o caso da classificação etária na terra dos cangurus. De acordo com uma matéria publicada pela ABC, apenas nos últimos quatro meses o órgão de classificação do país negou-se a avaliar 220 jogos, número mais de quatro vezes superior ao que foi registrado entre 1994 e 2012.

Segundo os responsáveis, tal medida é necessária para que eles passem a adotar um novo sistema de classificação que deve ter início hoje (01/7). O problema é que com isso torna-se “ilegal vender, divulgar ou exibir publicamente” todos esses títulos, que vão desde games obscuros como o Douchebag Beach Club, até enormes sucesso, como o Hotline Miami 2.

Para um representante do departamento da procuradoria geral, não faz sentido que o órgão de classificação etária avalie cada jogo lançado, já que milhares deles surgem constantemente, por isso eles adotarão o International Age Rating Coalition (IARC), um sistema global onde cada desenvolvedor relata o conteúdo de suas criações, que depois são passadas para as entidades de cada país.

Como pai, acho que a classificação etária é algo extremamente útil, mesmo reconhecendo que a grande responsabilidade sobre o que uma criança deve ou não consumir caiba primeiramente aos responsáveis, e por isso acho muito legal essa iniciativa de unificarem a maneira como os jogos são avaliados.

O grande problema neste caso é ver a enorme quantidade de games que foram proibidos nesses últimos meses, títulos a que os jogadores de lá não terão mais acesso e isso é algo que nunca pode ser considerado bom, principalmente por afetar até mesmo os adultos.

Com sorte daqui em diante os australianos não terão que lidar com isso, pelo menos não em larga escala, mas por enquanto é difícil não ter a sensação de que se é ruim ser um gamer no Brasil, na Austrália pode ser ainda pior.

Fonte: ABC.

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