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WiMAX - Aquele que foi sem nunca ter sido

12/01/2009 às 22:28

Houve uma época, quando o WIFI ainda estava começando a se firmar e no Brasil ainda tínhamos 802.11b na maioria dos lugares (e dispositivos), nessa época remota surgiu a promessa de uma tecnologia mágica que mudaria nossas vidas, salvaria o mundo das cárias e poria fim ao vil oligopólio das operadoras de telefonia, provedores de banda larga e a Vex.

Essa tecnologia era o WiMAX, que prometia links de incríveis 70MBits cobrindo distâncias de fantásticos 50Km ou mais.

Quase ninguém se deu ao trabalho de descobrir que a relação 70MBits / 50Km era um OU não um E. Também não levaram em conta que essas eram condições ideais, que só existem no mundo do Marketing. Uma cidade, local onde a maioria dos aparelhos seria usada, é o pior local possível (fora o Cinturão Van Allen) para uma comunicação de rádio.

As velocidades foram caindo para valores mais realistas, enquanto isso as operadoras de telefonia, esses dinosauros, desviaram do meteoro do WiMAX e começaram a evoluir. Surgiu o 2,5G, o 3G, e hoje até no Brasil de vez em quando temos 3,5G, chegando em teoria a 7,2Mbits, e na prática 1,6MBits em algumas conexões sortudas que tenho feito.

Enquanto isso o WiMAX está enrolado em comitês, subcomitês, padrões, padrões e variações. As implementações são raras e incompletas. A Wikipedia lista 350 redes WiMAX pelo mundo, mas uma olhada em detalhes mostra que a esmagadora maioria é de redes em projeto, redes que não passam de licenças concedidas para uso futuro e redes corporativas.

Agora saiu mais um prego no caixão, e dos grandes: A Nokia cancelou seu único produto WiMAX, o tablet N810 WiMAX Edition.

Com redes nos Estados Unidos trabalhando entre 2 e 4MBits, o WiMAX nem de longe é a bala de prata anunciada e esperada. Assim como as redes Bluetooth e o Wireless USB, WiMAX corre o sério risco de não pegar.

Lembrando que ao contrário do WIFI, o WiMAX depende de licenças de uso por parte de agências reguladoras, dificilmente você comprará um Access Point WiMAX, compartilhando link com seu amigo do outro lado da cidade. Ficaremos na mãos das operadoras, e se for para trocar 6 por meia-dúzia, fico com o 4G, que logo logo estará por aí.

Fonte: Celular News

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